Filipe Araujo/Estadão
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Nível de emprego da indústria paulista cai 0,9% em agosto ante julho, diz Fiesp

Setor deverá demitir, em 2015, cerca de 250 mil trabalhadores, prevê levantamento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Estadão Conteúdo

17 Setembro 2015 | 15h20

A indústria paulista deverá colocar na rua, em 2015, cerca de 250 mil trabalhadores, prevê o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A previsão já leva em conta as demissões de 26 mil trabalhadores em agosto comparativamente a julho, conforme divulgou nesta quinta-feira a entidade, equivalente a uma queda mensal de 0,9% no nível de emprego.

Antes da aferição do mês passado, a previsão apontava para o desligamento de 200 mil pessoas do quadro da indústria. "Da última vez nós havíamos dito que temíamos uma perda de 200 mil empregos da indústria de transformação em 2015. Após o mês de agosto, já nos parece que está mais próximo dos 250 mil empregos a menos", projetou Paulo Francini, diretor do Depecon. "Realmente saímos do surto e fomos à epidemia da perda de empregos", completou.

Na comparação com agosto do ano passado, a indústria registra um saldo negativo de 216 mil postos de trabalho e a demissão de 119 mil trabalhadores no acumulado de janeiro a agosto no confronto com o mesmo período de 2014 é o pior desde 2006.

A pesquisa do Depecon sonda a situação do emprego em 22 setores em todo o Estado. No levantamento de agosto, 17 anotaram baixa em seu mercado de trabalho, três ficaram estáveis e dois registraram contratações. No campo das demissões, destaque para a indústria de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, que fechou 5.116 postos de trabalho.

Já entre as contratações, o setor de alimentos se destacou com a criação de 338 vagas, em função da demanda por produtos alimentícios típicos de final de ano, como o panetone, por exemplo. Segundo Francini, essas contratações da indústria de alimentos começaram a ocorrer em agosto, mas nem de longe suportam a perda de outros setores. "É insuficiente para gerar um saldo positivo", disse.

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