Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90
Estadão
Estadão

Nível de emprego na indústria cai 0,74% em fevereiro ante janeiro, diz Fiesp

Indústria paulista tem saldo negativo de 9.500 demissões no segundo mês do ano ante janeiro; na comparação em 12 meses, isto é, fevereiro de 2015 em relação ao mesmo mês em 2014, 150,5 mil postos de trabalho foram fechados

KARLA SPOTORNO, Estadão Conteúdo

12 de março de 2015 | 15h21

O nível de emprego da indústria paulista caiu 0,74% em fevereiro ante janeiro deste ano, na série com ajuste sazonal, informou nesta quinta-feira, 12, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na mesma base de comparação, na série sem ajuste sazonal, o Índice de Nível de Emprego caiu 0,38%. Ao comparar fevereiro de 2015 com o mesmo mês do ano passado, o nível de emprego caiu 5,70%.

A indústria paulista teve um saldo negativo de 9.500 demissões em fevereiro ante janeiro. No ano, o saldo entre demissões e contratações está negativo em 7 mil postos de trabalho. Segundo o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp e do Ciesp, Paulo Francini, o começo deste ano é o pior da série histórica da pesquisa das entidades, com exceção de 2009, ano da crise. Em fevereiro do ano passado, o índice teve uma variação positiva de 0,30%.

Na comparação em 12 meses, ou seja, fevereiro de 2015 ante o mesmo mês em 2014, a indústria fechou 150,5 mil postos de trabalho. Dos 22 setores avaliados pela pesquisa, 15 demitiram, quatro contrataram e três mantiveram o quadro de funcionários estável. A indústria que mais demitiu no mês foi a de veículos automotores, reboques e carrocerias, com 1.912 postos de trabalho a menos. 

Os fabricantes de máquinas e equipamentos também foram uma forte influência negativa para o indicador, com 1.481 demissões em fevereiro. A indústria que mais demitiu no acumulado de 2015 foi a de coque, petróleo e biocombustíveis, com taxa negativa de 1,8%.

Entre as 36 regiões paulistas pesquisadas, a situação do emprego piorou em 22. Outras 11 regiões registraram contratações, e três mantiveram os quadros estáveis. "Em 2010, recuperamos os empregos perdidos em 2009. Superamos, de certa maneira, num período relativamente curto. Em 2015 não vamos recuperar os empregos perdidos em 2014", afirma Francini. "A perspectiva para 2015 é de perda."

Tudo o que sabemos sobre:
EMPREGOFIESP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.