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Nível de endividados sobe para 63% em janeiro

O nível de consumidores endividados na Região Metropolitana de São Paulo apresentou ligeira alta em janeiro de 2006 ante dezembro de 2005, passando de 61% para 63%, conforme levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio). Apesar da elevação, a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência (PEIC) da entidade mostrou que resultado é inferior ao registrado em igual período do ano anterior, quando 68% dos consumidores possuíam algum tipo de dívida voluntária (cheque especial, cartão de crédito, empréstimo pessoal ou prestações em geral).Na avaliação da Fecomércio, o nível de endividamento em janeiro de 2006 reflete as compras realizadas no fim de ano. "O Natal é a melhor data de vendas para o comércio e, como as vendas estão sendo financiadas pelo crédito, é natural que as dívidas aumentem nessa época", observou, em comunicado à imprensa, o presidente da entidade, Abram Szajman.A Fecomércio acrescentou que a crescente oferta de crédito destinada à pessoa física cresceu 38,5% nos últimos 12 meses até novembro, enquanto o crédito consignado apresentou, no mesmo período, avanço de 102%, segundo dados mais recentes do Banco Central.Outro dado apurado pela PEIC mostrou que a quantidade de entrevistados com contas em atraso em janeiro recuou 4 pontos porcentuais, para 39%, ante o índice de 43% de dezembro. Segundo a Assessoria Econômica da entidade, tal fato pode ser, em parte, explicado pela entrada dos recursos do 13º salário, que ajudam a reabilitar o crédito para novas compras. Sondagens realizadas com consumidores no mês de dezembro confirmaram esta tendência e apontaram que cerca de 49% dos informantes pretendiam utilizar parte da primeira parcela do 13º salário para o pagamento de dívidas e 36% planejavam realizar o mesmo com a segunda parte.Quitação de dívidas recuaA Fecomércio ressaltou, no entanto, que houve um recuo na parcela de consumidores que declararam a intenção de quitar total ou parcialmente as suas contas em atraso. De acordo com a PEIC, este número passou de 79%, em dezembro, para 76%, em janeiro. Além disso, o porcentual daqueles que acreditam não ter condições de saldar as prestações subiu para 23% ante 19% do mês anterior.Em janeiro de 2006, o nível de comprometimento da renda com dívidas atingiu 31%, o que representou estabilidade, na comparação com dezembro de 2005. Em relação ao prazo médio de endividamento, 71% dos consumidores têm parcelas que devem ser pagas em, no máximo, um ano. Apenas, para 27% dos informantes, os prazos médios do vencimento das parcelas superam 12 meses.A Fecomércio destacou que, como previsto nos meses anteriores, o nível de inadimplência em 2006 dependerá do aumento da renda dos consumidores. Desta maneira, caso não sejam criadas condições adequadas e sustentáveis para o aumento do emprego e da renda, a expansão do crédito terá sua capacidade limitada a um aumento da inadimplência no longo prazo, conforme destacou a entidade.A PEIC é realizada desde fevereiro de 2004 e é coletada mensalmente junto a cerca de mil consumidores da Região Metropolitana de São Paulo.

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