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Nível de estoques na indústria caminha para a normalização , aponta FGV

O porcentual de empresas que consideram seus estoques excessivos baixou de 10,2%, em dezembro, para 5,3% em março 

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

30 de março de 2012 | 16h12

SÃO PAULO - A Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação de março, divulgada nesta sexta-feira, 30, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre), mostra que o nível dos estoques da indústria continua a caminhar para a normalização. O porcentual das empresas consultadas que avaliam como excessivos os seus estoques caiu de 5,7% em fevereiro para 5,3% em março. Em dezembro, o porcentual de empresas que consideravam seus estoques excessivos estava em 10,2% - mesmo nível registrado em setembro, e o maior desde março de 2011. Em janeiro deste ano, o porcentual das empresas com altos estoques já havia diminuído para 6,3%.

"Esses números indicam um processo de normalização dos estoques desde o fim de 2011", afirmou o economista do Ibre Silvio Sales. "Isso abre espaço para o avanço no nível de produção da indústria."

Para os próximos seis meses, a expectativa das empresas consultadas é de retomada da atividade econômica, ainda que em níveis moderados. De acordo com o economista do Ibre, a confiança do empresário está sendo influenciada pelas notícias de novas medidas de estímulo à indústria que têm sido anunciadas pelo governo.

Sales acredita que, para uma estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,5% neste ano se concretizar, será necessário que a indústria "aperte o pé no acelerador". No entanto, para que isso ocorra são necessárias medidas de estímulo mais ousadas, além de ações de proteção ao produto nacional contra os importados, opinou Sales. "Para a indústria encerrar este ano no cenário mais otimista, com crescimento de 2,5%, teria de haver um esforço imenso, com crescimento acima das médias históricas", afirmou.

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