Nível de investimento na China é excessivo, riscos aumentam--FMI

A economia da China conta com um nível excessivamente alto de investimento e corre o risco de um aumento potencialmente desestabilizador se o governo buscar manter o crescimento em torno dos níveis atuais nos próximos anos, sugere uma nova pesquisa do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Reuters

28 de novembro de 2012 | 09h49

Já em alta como medido por uma teoria usada por economistas para avaliar a proporção de capital em relação à produção, o investimento acelerou entre 2007 e 2011 para conter os efeitos da crise financeira global, escreveu a equipe do FMI em uma pesquisa sobre os níveis de investimento da China.

"Dependendo da avaliação, ao longo desse período, a China pode ter investido excessivamente entre 12 e 20 por cento do Produto Interno Bruto relativo ao seu valor do PIB desejável de longo prazo", disse o relatório.

"A norma de investimento previsto ao longo dos últimos 30 anos variou entre 33 e 43 por cento do PIB. Na realidade, tem flutuado em uma banda mais ampla de 35 a 49 por cento do PIB", completou.

O FMI afirma que seus estudos de trabalho não representam necessariamente a política da organização, e que os relatórios descrevem pesquisa em progresso que é publicada para provocar debate.

Uma alta no investimento em ativos fixos ajudou a sustentar uma recuperação do crescimento econômico da China nos últimos meses, após sete trimestres seguidos de desaceleração da expansão --a pior série desde o pico da crise financeira global.

A meta oficial da China é de um crescimento do PIB de 7,5 por cento neste ano e analistas acreditam que o governo tem uma meta informal anual de 8 por cento ou mais por anos --nível considerado até agora como necessário para criar empregos suficientes para a população de 1,3 bilhão do país.

(Reportagem de Nick Edwards)

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