Henrique Manreza/CTG - 6/7/2017
Henrique Manreza/CTG - 6/7/2017

Nível de reservatório de Ilha Solteira cai e se aproxima do volume mínimo para operação

Volume mínimo do lago da usina é de 314 metros - hoje, estava em 322 metros; hidrelétrica é a maior do Estado de São Paulo, com capacidade de produzir 3.444 megawatts

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2021 | 20h13

O volume de água no reservatório da Hidrelétrica Ilha Solteira, administrada pela chinesa CTG, caiu abaixo do volume útil definido pela Agência Nacional de Águas (ANA). No site do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), o armazenamento da usina aparece como “0%”, o que causou um certo burburinho no mercado. Afinal, com zero de armazenamento, a usina pararia de operar.

Mas não foi o que ocorreu. Em nota, o operador explicou que o número tem como referência o volume útil determinado pela ANA, que considera uma cota de 323 metros para não interromper o funcionamento da hidrovia Tietê-Paraná – cuja operação já está paralisada. “O valor negativo registrado hoje no site do ONS significa que o volume de água está abaixo desta cota mínima para utilização da hidrovia, porém isso não significa que o reservatório da usina esteja vazio.”

Segundo a chinesa CTG, que detém a concessão da usina, hoje Ilha Solteira opera na cota 322,94 metros e o nível mínimo do projeto é de 314. Ou seja, se não chover nas próximas semanas, o volume de água no reservatório pode se depreciar rapidamente. “Como autorizado pela Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG), o operador está autorizado a chegar a cota de 314 metros e está comprometido em fazer a melhor gestão dos recursos no atual cenário”, disse o ONS.

Segundo especialistas, as hidrelétricas têm uma capacidade de água que não é utilizável para a geração. Isso porque a água pode estar abaixo da barragem e da turbina, impossibilitando a produção de energia. Localizada no rio Paraná, Ilha Solteira responde por 1,81% do subsistema Sudeste/Centro-Oeste e é a maior usina do Estado de São Paulo, com capacidade para produzir 3.444 megawatts (MW).

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