Nível dos reservatórios no Sudeste mantém recuperação

Volume de água armazenada sobe para 48,5% da capacidade total, segundo boletim do ONS

Wellington Bahnemann, da Agência Estado,

29 de janeiro de 2008 | 12h47

Os reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste mantiveram o ritmo de recuperação das últimas semanas e agora se encontram em 48,5% da capacidade total, segundo o Informativo Preliminar Diário da Operação do dia 28 de janeiro, divulgado nesta terça-feira, 29, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). No domingo, o volume de água armazenada estava em 48,1%. Para efeito de comparação, há um ano o nível dos reservatórios das duas regiões estava em 75,9%. Apesar disso, a curva de armazenamento segue abaixo da curva de aversão ao risco (CAR), referência do ONS para o volume de água necessário nas hidrelétricas para abastecer o mercado com segurança. Na segunda-feira, a variação para CAR das duas regiões foi de 2,9 pontos porcentuais. Isso representa uma piora de 0,2 ponto porcentual na comparação com a diferença entre as duas curvas em 27 de janeiro. A situação não sugere que o Brasil está prestes a enfrentar um "apagão", mas que o ONS terá que despachar todas as fontes de energia para poupar a água dos reservatórios e evitar um problema futuro no sistema. O Nordeste também mantém a trajetória de recuperação e o nível de armazenamento fechou a segunda-feira em 28,9%, 0,5 ponto porcentual acima dos 28,4% verificados no domingo. Com isso, a diferença para a CAR da região passou de 18,4 pontos porcentuais, do dia 27, para 18,9 pontos porcentuais, no dia 28. No Norte, o ONS informou um pequeno recuo de 0,1 ponto porcentual no volume de água nos reservatórios no período, para 29,7% da capacidade total. Já o volume de água disponível nos reservatórios do Sul mantiveram a trajetória de queda. Na segunda, o nível estava em 65,1%, 0,5 ponto porcentual abaixo dos 65,6% do dia anterior. Com isso, a diferença para a CAR da região caiu, no período, de 47,1 pontos porcentuais para 46,7 pontos porcentuais, considerando uma curva de aversão ao risco de 18%.

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