No 2º dia, greve dos auditores fiscais atinge Porto de Santos

Alfândega do porto e a delegacia da Receita na cidade trabalham apenas com os 30% do efetivo obrigatório

Rejane Lima, de O Estado de S. Paulo, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

19 de março de 2008 | 14h18

No segundo dia de greve, os auditores fiscais conseguiram grande adesão em Santos desde a última terça-feira, 18. A Alfândega do Porto de Santos e a delegacia da Receita Federal na cidade trabalham apenas com os 30% do efetivo obrigatório pela lei.   No entanto, de acordo com a delegacia regional do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), a paralisação deve demorar alguns dias para trazer transtornos para os importadores e exportadores que utilizam o Porto de Santos.   Os auditores fiscais que mantém o atendimento estão analisando caso a caso a liberação das cargas, levando em consideração necessidades e urgências. O trabalho seguirá reduzido até pelo menos a próxima segunda-feira, quando a Unafisco realizará assembléia em Santos. Segundo o sindicato, cada delegacia regional tem autonomia para decidir de que maneira retomará ao trabalho, parcialmente ou não, considerando as peculiaridades de casa região.   A categoria reivindica 42% de reajuste salarial e, segundo o Unafisco, o governo ofereceu para os Auditores um porcentual de 17%, instituindo o rebaixamento da Classe, já que aos Analistas Tributários (servidores administrativos), foi oferecido um reajuste de 34% no salário inicial.   De acordo com balanço sobre o dia da última terça, primeiro dia de greve, praticamente todos os 12 mil auditores fiscais do país paralisaram suas atividades. Só serão liberados, nos portos e aeroportos, cargas vivas, ou seja, cargas perecíveis, explosivas e inflamáveis, além de medicamentos.   Segundo o sindicato, os principais portos e aeroportos do país, como Cumbica, Viracopos, Porto de Paranaguá e do Rio e Vitória, estão operando apenas com os 30% exigidos por lei, causando filas e atrasos nos atendimentos. Outra reivindicação da categoria é uma solução para as distorções entre os salários e equiparação com os salários dos advogados da Advocacia Geral da União e Polícia federal.

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