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Multa maior esvazia greve de caminhoneiros

Um dia após o governo anunciar multa de R$ 5.746 para quem obstruir rodovias, paralisação se limitou a sete pontos em quatro Estados

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

11 de novembro de 2015 | 10h43

(Atualização às 20h50)

SOROCABA - A ameaça de multas pesadas a veículos flagrados obstruindo rodovias esvaziou o protesto dos caminhoneiros organizado pelo Comando Nacional do Transporte contra o governo da presidente Dilma Rousseff. Conforme boletim divulgado no início desta quarta-feira, 11, pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), ao final do terceiro dia de manifestações, restavam sete pontos de bloqueios em quatro Estados, mas apenas três interditavam parcialmente as rodovias.

Filas de caminhões obstruíam a passagem de veículos em Diamantino e Nova Mutum, no Estado de Mato Grosso, e em Guarapuava, no Paraná. Agentes da PRF estavam no local, mas não havia informações sobre a aplicação de multas. Em Mato Grosso do Sul e no Rio Grande do Sul, as manifestações ocorriam fora da estrada. O cenário era bem diferente do registrado nas primeiras horas da manhã, quando ainda havia bloqueios parciais em 14 pontos de rodovias em oito Estados. De acordo com a assessoria de comunicação, embora os agentes da PRF estivessem orientados a aplicar as multas com os novos valores definidos pelo Ministério da Justiça, ainda não havia um levantamento sobre possíveis autuações.

Advertência. Os novos valores foram publicados na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. A multa para o veículo que bloquear estrada passou de R$ 1.915 para R$ 5.746, podendo chegar até R$ 19.154 para os organizadores de obstruções. Segundo a PRF, os agentes estavam orientados para, primeiro, advertir os caminhoneiros, aplicando a multa em caso de resistência à desobstrução da via.

No Paraná, uma decisão da Justiça Federal contribuiu para esvaziar as manifestações. A juíza Ana Carolina Morzowski, da 3.ª Vara Federal de Curitiba, estabeleceu multa de R$ 5 mil por hora para cada manifestante que “ocupar, obstruir ou dificultar a passagem” de veículos que transitam pelos quatro mil quilômetros de rodovias federais no Paraná. A liminar foi dada em ação de interdito proibitório movida pela Advocacia-Geral da União (AGU) contra os bloqueios em rodovias do Estado. A decisão autorizou ainda o uso de força policial para a desobstrução das vias.

Em Tocantins, durante a madrugada, agentes da PRF e da Polícia Militar entraram em confronto com caminhoneiros que bloqueavam a BR-153, na altura de Colinas. Os manifestantes atacaram os policiais com pedradas e estes revidaram com bombas de efeito moral. Um policial ficou ferido sem gravidade e vários caminhões que tentaram passar pelo bloqueio foram danificados. À tarde, a rodovia foi liberada. / COLABOROU CELIA BRETAS TAHAN, ESPECIAL PARA O ESTADO

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