André Dusek/Estadão
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No 7º mês seguido de alta, 'prévia' do PIB tem elevação de 0,59% em novembro, aponta BC

Banco Central divulgou seu Índice de Atividade (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, subiu 0,59% em novembro ante outubro; desde maio, o indicador apresenta uma sequência de altas, sempre na comparação com o mês anterior

Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2021 | 10h24

BRASÍLIA - Após a forte retração nos meses de março e abril, em razão dos efeitos da pandemia do novo coronavírus, a atividade econômica brasileira apresentou o sétimo mês consecutivo de alta em novembro de 2020. Apesar do resultado positivo, o nível desacelerou na comparação com os meses anteriores e não atingiu patamar de antes da covid-19.

O Banco Central informou nesta segunda-feira, 18, que seu Índice de Atividade (IBC-Br), uma espécie de prévia do PIB, subiu 0,59% em novembro ante outubro, na série já livre de influências sazonais, uma espécie de "compensação" para comparar períodos diferentes. Em outubro, o avanço havia sido de 0,75% (dado revisado). 

Os efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia, apesar de percebidos em fevereiro do ano passado, se intensificaram em todo o mundo a partir de março. Para conter o número de mortos, o Brasil adotou o isolamento social em boa parte do território, o que impactou a atividade econômica. Os efeitos negativos foram percebidos principalmente em março e abril.  

A partir de maio, o indicador apresenta uma sequência de altas, sempre na comparação com o mês anterior, e o número de novembro é o menor entre eles.

De outubro para novembro, o índice de atividade calculado pelo BC passou de 136,61 pontos para 137,41 pontos na série dessazonalizada. Este é o maior patamar desde fevereiro do ano passado (140,02 pontos), ou seja, de antes da pandemia.    

A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast, que esperavam resultado entre +0,20% e +1,50% (mediana em +0,50%).

Na comparação entre os meses de novembro de 2020 e novembro de 2019, houve baixa de 0,83% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 139,98 pontos em novembro, ante 139,14 pontos no mesmo mês de 2019.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2020 é de retração de 4,4%. Este cálculo foi atualizado no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de dezembro. 

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