No Brasil, expansão da oferta de cana diminuiu depois da crise

Enquanto os americanos estudam se flexibilizam ou não a entrada do etanol de cana-de-açúcar no país, os produtores brasileiros tentam ajeitar a casa para não perder futuras oportunidades. Depois da ressaca da crise mundial, que quebrou dezenas de usinas entre 2008 e 2009, os empresários começam a recuperar parte dos prejuízos graças a alta do preço do açúcar no mercado internacional por causa da quebra de safra da Índia.

, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

Mas, ao contrário do passado, a euforia por novos investimentos está bem fraca. Em 2008, eram 32 novas usinas; 2009, 19 ; e neste ano, 10, comenta o diretor técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues. Para o ano que vem, diz ele, serão apenas quatro unidades.

Ele acredita que os preços, tanto do açúcar como do etanol, deverão continuar em patamares bons para o produtor e para o consumidor. Neste ano, destaca o executivo, houve um resíduo de cana de 2009 que não foi colhida e que incrementou a oferta. No ano que vem, não haverá nem resíduo nem a entrada de muitas usinas em operação. Por outro lado, a demanda de etanol continuará crescente no mercado interno e a de açúcar, no exterior. Em outras palavras isso significa uma forte tendência de os preços subirem ainda mais no próximo ano.

Se a houver a extinção das tarifas e subsídios americanos, é pouco provável que o País consiga elevar de forma expressiva os embarques de etanol para os Estados Unidos no curto prazo. Mas haverá uma corrida para novos investimentos.

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