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No Brasil, Kirchner assinará compra de 20 aviões da Embraer

Presidente argentina também tratará de projetos conjuntos para hidrelétricas e investigação em células-tronco

Marina Guimarães, da Agência Estado,

18 de novembro de 2009 | 10h28

Durante o encontro entre os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e da Argentina, Cristina Kirchner, nesta quarta-feira, 18, em Brasília, serão tratados vários outros assuntos além dos conflitos comerciais bilaterais. Segundo informações do secretário argentino de Transportes, Juan Pablo Schiavi, os presidentes vão assinar o contrato definitivo para a compra de 20 aviões Embraer 190 que vão substituir aeronaves da estatal Aerolíneas Argentinas, com 38 a 40 anos de uso. O início das entregas das aeronaves está previsto para o primeiro semestre de 2010.

 

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Segundo a Secretaria de Transportes, a operação total é de US$ 700 milhões, dos quais US$ 585 milhões são financiados pelo BNDES e o resto sai do caixa da Aerolíneas Argentinas. Os dois presidentes também vão assinar um protocolo para a realização conjunta dos projetos hidrelétricos de Garabí e Roncador sobre o rio Uruguai, na fronteira do Rio Grande do Sul com a província de Corrientes, na Argentina, de acordo com informações do Ministério de Planejamento.

 

Os estudos argentinos sobre a viabilidade da obra ainda não foram concluídos pelas consultorias locais Proa, Esin e Cenec. Mas, em setembro passado, o diretor de planejamento e engenharia da Eletrobrás, Valter Cardeal, disse que a estatal espera licitar, no próximo ano, a construção de Garabí e Roncador. Segundo ele, a Eletrobrás e a estatal argentina Ebisa estão em fase de realização do inventário hidrelétrico do projeto, o que pode ser concluído até o fim do ano.

 

O projeto de Garabí é antigo e os presidentes Lula e Cristina já assinaram protocolos anteriores para o seu desenvolvimento. O projeto enfrenta resistência de moradores da área que será inundada, especialmente do lado argentino. A estimativa sobre a capacidade de geração de energia das usinas é de 2.800 MW. Os especialistas argentinos calculam que os investimentos necessários para a obra não devem ser menores que US$ 5 bilhões para ambas as represas. O BNDES deve financiar 70% de Garabí e Roncador e os demais 30% seriam assumidos pelo Brasil e pela Argentina.

 

No encontro desta quarta-feira, os dois presidentes também vão assinar projetos conjuntos de investigação em células-tronco, além de formalizar o acordo que permite a entrada das vacinas argentinas contra a febre aftosa no mercado brasileiro. Conforme anunciado por Cristina na semana passada, o acordo vai criar um Programa Binacional de Terapia Celular para financiar projetos bilaterais de investigação científica e desenvolvimento tecnológico nesse campo.

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