'No caixa, nunca mais'

Carioca pegou R$ 5 mil emprestados e se arrependeu logo depois

Roberta Scrivano, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2010 | 00h00

PARA ESQUECER

Em 2007, a carioca Halime Musser, que hoje tem 27 anos, estava concluindo o curso de comunicação social. A jovem conta que a chegada da vida adulta e a obrigação de assumir responsabilidades lhe geraram dúvidas sobre se aquela era a vida profissional que queria.

"Andava muito pensativa e fui ao banco fazer umas movimentações, quando pisca na tela do caixa eletrônico uma opção de eu fazer um empréstimo de R$ 5 mil em 48 vezes", conta.

Naquele momento, Halime viu a solução das suas dúvidas: "Fui para casa com aquilo na cabeça. Pensei que poderia ir para os Estados Unidos tentar uma vida diferente", diz.

A moça pesquisou o preço de passagens e, imediatamente depois de constatar que os R$ 5 mil cobriam os custos de ida, voltou ao caixa eletrônico do banco e fez o financiamento. "No caixa, era salientada a informação de que a prestação do empréstimo seria de R$ 140. Eu tinha certeza de que conseguiria arcar com os custos sem ter de contar nada daquilo para os meus pais."

Assim que o dinheiro foi creditado em sua conta (minutos depois da adesão do empréstimo), Halime foi à agência bancária, sacou o valor total na boca do caixa e partiu para uma casa de viagens.

"Comprei o bilhete de ida", detalha. "Foi tudo muito fácil e rápido com o banco. Não precisei comprovar nada, nem assinar nenhum documento", completa.

A jovem contou aos pais a decisão que tomara, mas, semanas antes da data da partida, sua mãe adoeceu. "Nada foi planejado. Meu pais achavam aquilo arriscado e, com a minha mãe doente, eles pediram que eu desistisse da ideia", conta. Com a desistência, Halime preferiu contar aos pais sobre o empréstimo.

"Eu estava desempregada. A parcela era muito baixa, mas, naquele momento, me surgiu um receio e decidi contar o meu segredo", relata. Foi quando o pai de Halime fez os cálculos para checar o quanto de juros a família iria pagar. O valor total chegava a quase R$ 9 mil, segundo a jovem. "Meu pai não pensou duas vezes: me colocou no carro e me levou à agência para quitar o empréstimo."

Ela conta que aprendeu a lição: "Empréstimo no caixa eletrônico nunca mais." / R.S.

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