Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

No Conselhão, empresários pedem desburocratização da economia

Representantes do setor produtivo também destacaram a necessidade de despolitização de temas econômicos

Igor Gadelha e Carla Araújo, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2016 | 17h10

Nas falas na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), empresários e representantes da indústria pediram a despolitização de temas econômicos e sugeriram medidas para desburocratização, como formas de avançar no caminho do desenvolvimento. 

A 44.ª reunião do "Conselhão" ocorre na tarde desta quinta-feira, no Palácio do Planalto, mas é fechada. No entanto, trechos dos discursos de alguns dos 92 conselheiros que fazem parte do colegiado são divulgados pela conta oficial do CDES no Twitter.

De acordo com a publicação, o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, defendeu que é preciso "bom senso" e "despolitização" dos temas "para avançar no caminho do desenvolvimento". Já a empresária Luiza Trajano, dona da rede varejista Magazine Luiza, sugeriu a volta do programa Simplifique Brasil como forma de reduzir a burocracia. 

CNI. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, afirmou, antes do início da reunião, acreditar que o fórum não terá consensos para construir propostas e políticas adequadas para o que o governo precisa. 

"Não acredito que a gente consiga, num fórum tao eclético, consensos", disse. Para ele, o governo tem que trazer as propostas e contar com o grupo para dar referência, dar legitimidade às ideias.

Braga também defendeu a decisão do Comitê de Política Monetária, que manteve a taxa Selic em 14,25% ao ano. "O ideal seria diminuir, mas entendo que o momento atual não dá para diminuir. A melhor decisão foi a de manter a taxa", afirmou. Para ele, o governo e o BC precisam ter outros mecanismos para reduzir a inflação que não sejam apenas a movimentação da taxa de juros.

Crédito. O presidente da CNI ainda avaliou que o País vai precisar de outras iniciativas além da ampliação do crédito. "Sempre cabe dar medidas de estímulo ao crédito, mas o País precisa de outras medidas, mais eficazes, reformas contundentes, como a da Previdência, a trabalhista, a tributária e a administrativa", afirmou, ponderando que medidas microeconômicas com impacto no consumo também são importantes.

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