Felipe Rau/Estadão
Gabriel Engel criou a Rocket Chat em 2015 de olho nas inquientações de clientes brasileiros Felipe Rau/Estadão

'No dia seguinte já tinha 30 mil pessoas olhando o site'

Plataforma de código aberto, uma espécie de WhatsApp interno de empresas, Rocket Chat está presente em 150 países

Renée Pereira, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2019 | 09h00

Quando o empreendedor Gabriel Engel decidiu criar uma plataforma de comunicação, a ideia era atender as inquietações dos clientes de sua empresa no Brasil. Mas, antes mesmo do lançamento oficial, a plataforma já era sucesso no mercado internacional. Assim que o produto ficou pronto, em 2015, eles colocaram um link num fórum de discussão e, no dia seguinte, já havia 30 mil pessoas olhando o site da Rocket Chat – uma plataforma de código aberto que permite ao usuário personalizar a página conforme suas necessidades.

Com sede em Porto Alegre, a empresa tem clientes em 150 países e conta com colaboradores em sete deles. Os maiores mercados são Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra e França. Hoje o Brasil é apenas o 16º mercado da Rocket Chat, que funciona como uma espécie de WhatsApp interno das empresas. “Fizemos o produto de olho nos clientes brasileiros, mas a demanda era externa”, afirma Engel.

Num primeiro momento a plataforma tinha apenas uma versão gratuita. Era necessário investir em designer e desenvolvimento para iniciar a comercialização do produto. Foi aí que o empreendedor decidiu aceitar um aporte de US$ 5 milhões do fundo de investimentos americano New Enterprise Associates (NEA) e há um ano começou a cobrar pelos serviços. 

Atualmente tem 350 grandes empresas pagantes, como Intel, Samsung, Audi, Mercedes e Caixa Econômica Federal. Essas companhias pagam licença para usar um produto mais elaborado. O mercado a ser explorado está apenas no início, afirma Engel. 

Recentemente, a Rocket Chat recebeu outro aporte: desta vez de US$ 3 milhões dos fundos brasileiros Monashees, DGF e ONEVC. “Crescemos muito no exterior e ficamos meio órfãos do Brasil. Então decidimos abrir para capital nacional.”

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As próximas candidatas a ‘unicórnio’

A lista de empresas bilionárias brasileiras deve aumentar

Renée Pereira, O Estado de S. Paulo

03 de março de 2019 | 05h00

A lista de empresas bilionárias deve aumentar no Brasil. A expectativa é que, neste ano, até 7 companhias superem a marca de US$ 1 bilhão em valor de mercado. “Em mais 1 ou 2 anos, serão cerca de 20 empresas classificadas como unicórnio (companhias que valem US$ 1 bilhão em valor de mercado)”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Amure Pinho. “E quase todas elas terão capital externo. São raras as companhias que conseguem crescer sem recurso estrangeiro.”

Entre as candidatas potenciais para se tornar um unicórnio estão PSafe, Creditas e Resultados Digitais. As três empresas têm crescido de forma acelerada nos últimos anos e estão na mira dos investidores. Em oito anos, a PSafe – dona de antivírus para smartphones e tablets – captou US$ 87 milhões no mercado e vale R$ 1 bilhão. A empresa, criada por Marco DeMello, já acumulou mais de 200 milhões do downloads de seus aplicativos em todo o mundo.

A Resultados Digitais – plataforma de marketing digital voltada para empresas menores – também captou algo em torno de R$ 90 milhões. Fundada em 2011, a companhia já tem 680 funcionários, 12 mil clientes e está presente em São Paulo, Joinville e Florianópolis (SC), Bogotá (Colômbia), Cidade do México e São Francisco (EUA). “No ano passado, crescemos 60% em faturamento; e temos condições de manter o ritmo, já que o mercado a ser conquistado, apenas no Brasil, é amplo”, diz André Siqueira, fundador da startup. 

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