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No encontro do G-7, americanos prometem sanear finanças do país

O G-7, grupo que reúne as sete maiores economias do mundo, divulgou neste sábado o comunicado final de sua reunião em Londres afirmando que os Estados Unidos se comprometeram a sanear suas finanças. E em Washington, o presidente George W. Bush prometeu reduzir à metade, até 2009, o déficit orçamentário americano (que deverá chegar a US$ 427 bilhões no ano fiscal corrente).Ao mesmo tempo, os ministros da Economia dos EUA, Japão, Alemanha, Itália, França, Grã-Bretanha e Canadá condenaram a volatilidade (oscilação) excessiva dos mercados e mencionaram a possibilidade de reduzir em até 100% a dívida dos países mais pobres.Hoje, a China, que foi convidada a participar de um café da manhã com os ministros do G-7 (além do Brasil, da África do Sul e da Índia), recusou-se a estabelecer um prazo para tornar sua moeda, o yuan, mais flexível em relação às demais. "Estamos determinados a chegar a uma taxa de câmbio mais flexível, mas não temos um prazo para fazer isso", disse Li Ruogu, vice-presidente do Banco Central chinês.Condições da ChinaPequim vem sendo pressionada pelos Estados Unidos para deixar o yuan flutuar. Segundo os EUA, a relação de 8,28 yuans por dólar, adotada desde a década de 90, é artificial, e dá às empresas chinesas uma vantagem competitiva desleal. Indagado se o seu país ampliará a banda de flutuação da moeda ou alinhará o yuan com uma cesta de moedas, Ruogu respondeu que "faremos tudo o que julgarmos possível".Na prática, a China relaxou alguns entraves às relações comerciais externas. O país já permite que certas empresas de serviços retenham mais moedas estrangeiras e facilitou bastante o uso de moedas fortes por parte das multinacionais.O BC chinês tem afirmado que as mudanças no câmbio dependem da reforma do problemático sistema financeiro do país, e voltou a prometer, em Londres, que continuará reformando o sistema bancário este ano. No entanto, Ruogu insistiu em que a política chinesa é de manter o yuan "basicamente estável".Em seu relatório trimestral, o Banco Mundial disse que a economia chinesa mostra sinais de arrefecimento, mas o risco de aceleração continua e Pequim deveria estar preparada para elevar o juro básico outra vez se necessário. O BC chinês prevê um crescimento econômico de 8% a 9% este ano, após uma expansão de 9,5% em 2004.GrupoO G-7 tem 14% da população mundial e dois terços da riqueza do planeta. Brasil, Índia e China querem participar permanentemente das reuniões do grupo, e não apenas como convidados especiais. A Rússia tem assistido aos últimos encontros como convidada.

Agencia Estado,

05 de fevereiro de 2005 | 15h31

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