No G8, Índia defenderá relação entre clima, alimentos energia

Um acordo global significativocontra o aquecimento global será impossível se não estivervinculado à segurança alimentar e energética, dirá a Índia nacúpula do G8 que começa na segunda-feira, numa postura que,para as nações desenvolvidas, complica as negociações. A mudança climática é o principal item da agenda da cúpulaque vai de segunda a quarta-feira na ilha de Hokkaido (norte doJapão). O objetivo é definir um acordo que seja aceitável tantopara os países ricos quanto para economias emergentes, comoChina e Índia. "A mudança climática, a segurança energética e a segurançaalimentar estão interligadas e exigem uma abordagem integrada",disse o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, antes deembarcar para o Japão. "Na nossa visão, não pode haver solução sem levar em contaos imperativos de desenvolvimento e as aspirações dos países emdesenvolvimento", acrescentou. Até agora não há um acordo global sobre os limites àsemissões de carbono, porque os países ricos dizem que Índia eChina devem se comprometer de antemão a fazer cortes, o queesses governos rejeitam, alegando que precisam continuar aqueima de combustíveis fósseis para alimentar suas economias etirar milhões de pessoas da pobreza. Neste momento, a maioria dos analistas só prevê avançosreais quando tomar posse o novo governo dos EUA, em janeiro,razão pela qual há poucas expectativas concretas quanto àcúpula do G8 no Japão. Diplomatas e ambientalistas esperam que as negociações em2009 levem rapidamente a um novo tratado, mais abrangente, quesubstitua o Protocolo de Kyoto, que expira em 2012. O atual tratado não exige reduções nas emissões de gases doefeito estufa dos países em desenvolvimento, mas há crescentepressão para que isso conste no futuro acordo. "Para nós, a prioridade máxima é a eliminação da pobreza,para a qual precisamos de um crescimento econômico rápido esustentável", disse Singh. (Reportagem adicional de Tabassum Zakaria em Hokkaido)

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