finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

No Hilton, segurança até para ir ao salão de beleza

Ontem, o Hotel Hilton ainda não estava fechado para clientes, segundo a organização do evento. Entrar, porém, não era simples. Ao telefonar para o salão Jacques Janine, no subsolo do Hilton, a atendente explicava que era possível marcar hora, mas a pessoa "precisaria passar por alguns seguranças" na entrada. Por "alguns seguranças", entenda-se duas viaturas da Polícia Federal, quatro da Polícia Civil, oito policiais militares com motos da Rocam, 12 policiais militares fardados e quatro seguranças do hotel - apenas no saguão."É por causa da reunião", disse um funcionário do hotel, que não soube precisar quem estava hospedado lá. "Não recebemos os nomes de quem está em cada quarto. É sigilo até pra nós."A cerca de 20 metros da entrada principal do hotel, um segurança perguntava quem chegava e confirmava pelo rádio com a recepção se aquela pessoa era esperada. Outro segurança acompanhava até os elevadores. No entanto, não foi pedido documento de identidade para confirmar o nome informado. "Trabalhamos aqui e precisamos passar no detector de metais a cada saída", disse um funcionário do salão. A recepcionista riscava a agenda do dia com uma caneta vermelha. "São cancelamentos." Menos de 10% dos clientes apareceram. "A sexta é sempre boa, mas hoje (ontem) foi um dos piores dias do ano."

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

08 de novembro de 2008 | 00h00

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.