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No litoral norte de SP, petroleiros não aderem à greve

Os petroleiros do litoral paulista não aderiram à greve deflagrada nesta quinta-feira, 17, em diversas regiões do País contra o primeiro leilão do pré-sal, no campo de Libra, marcado para segunda-feira, 21. Após assembleia realizada na quarta os trabalhadores do Terminal Alemoa, em Santos; do Terminal Aquaviário Almirante Barroso (Tebar), em São Sebastião; e da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, não acompanharam o indicativo de greve sinalizado pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

REGINALDO PUPO, ESPECIAL PARA AE, Agencia Estado

17 de outubro de 2013 | 18h25

De acordo com o Sindipetro LP (Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista), os funcionários do Tebar rejeitaram a proposta de greve por 24 horas e o atraso de três horas por turno de trabalho e continuam trabalhando normalmente. O Tebar é o maior terminal marítimo da América Latina e responsável por 55% do petróleo consumido no País.

No entanto, os trabalhadores da UTGCA de Caraguatatuba aprovaram o atraso no turno até o dia 21, data do leilão, e a suspensão das Permissões de Trabalho (PTs) que são expedidas pela Petrobras para que as empreiteiras possam trabalhar dentro das unidades. Sem as permissões, os funcionários terceirizados estão impedidos de entrar na unidade. A UTGCA processa todo o gás do pré-sal extraído dos campos de Mexilhão e Pilões, na Bacia de Santos.

Segundo o diretor do Sindipetro LP em São Sebastião, Carlos Puríssimo, os cerca de 250 trabalhadores operacionais da UTGCA de Caraguatatuba e 90% do setor administrativo aderiram à proposta de atrasar o turno em três horas. "A medida irá influenciar na questão financeira da empresa, afetando também os setores de engenharia e produção".

Ainda de acordo com Puríssimo, os trabalhadores do Terminal da Alemoa, em Santos, também aderiram ao atraso de turno. Lá funcionam três prédios administrativos que dão suporte ao pré-sal e uma refinaria.

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