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No menor resultado do ano, 'prévia do PIB' encolhe 0,18% em maio

Dado reforça a fraqueza econômica já vista no início do 2º trimestre em meio ao cenário de baixa confiança e inflação e juros elevados

Reuters

17 de julho de 2014 | 08h47

Atualizado às 11h30

SÃO PAULO - A economia brasileira teve contração em maio de acordo com dados de atividade do Banco Central, ampliando a fraqueza econômica já vista no início do segundo trimestre em meio ao cenário de baixa confiança e inflação e juros elevados. 

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), caiu 0,18% em maio na comparação com abril, segundo números dessazonalizados divulgados nesta quinta-feira - reforçando as expectativas de que a economia deve ter recuado no trimestre passado. 

O indicador já havia mostrado fraqueza em abril e o cenário ficou ainda pior com a revisão para baixo: alta de 0,05%, ante avanço de 0,12% divulgado anteriormente pelo BC para aquele mês. 

"O IBC-Br de maio corrobora nosso cenário de um fraco crescimento do PIB no segundo trimestre", afirmou a equipe de economistas do Santander por meio de nota, mantendo a projeção de recuo de 0,3% do PIB no período. Pesquisa da Reuters com especialistas apontava expectativa de queda mensal de 0,50% no IBC-Br em maio. 

Na comparação com maio de 2013, o IBC-Br avançou 0,38% e acumula em 12 meses alta de 1,95%, ainda segundo dados dessazonalizados. 

Neste ano, em que a presidente Dilma Rousseff tenta a reeleição, a economia brasileira vem perdendo força, após crescimento de apenas 0,2% no primeiro trimestre sobre os últimos três meses do ano passado.

Em 2013, o PIB brasileiro cresceu 2,5% e, neste ano, as expectativas dos especialistas é de que o avanço desacelere para algo em torno de 1%. 

Um dos maiores pesos é a indústria, cuja produção em maio recuou 0,6%, no terceiro mês seguido de perdas. O próprio BC vê contração de 0,4% do setor este ano, enquanto economistas na pesquisa Focus projetam retração ainda pior, de 0,9%.

Soma-se a isso a fraqueza das vendas no varejo, num momento em que o consumidor enfrenta inflação elevada, com o IPCA em 12 meses estourando o teto da meta do governo em junho, e pelos juros altos, com a Selic a 11%

"No geral, um crescimento muito fraco e persistente inflação acima de 6% estão prendendo a economia em um cenário de estagflação", avaliou o diretor de pesquisa econômica do Goldman Sachs para América Latina, Alberto Ramos. 

O IBC-Br incorpora estimativas para a produção nos três setores básicos da economia: serviços, indústria e agropecuária, assim como os impostos sobre os produtos.

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