No Mercosul, Chávez vê país como 5ª potência mundial

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, será recebido na manhã desta terça-feira pela presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto, para a assinatura de atos bilaterais e participação da cúpula extraordinária do Mercosul, que marcará a entrada do seu país no bloco.

LEONENCIO NOSSA, Agencia Estado

31 de julho de 2012 | 09h41

Na noite de ontem, Chávez jantou com Dilma, no Palácio da Alvorada. Em entrevista, no início da madrugada, ele comemorou o ingresso da Venezuela no Mercosul e defendeu contratos bilaterais, como a compra de 20 aviões da Embraer pelo governo venezuelano. "Não sei quantos milhões (para a compra). Sei que será um tremendo impacto para suprir nossas necessidades", disse Chávez, sobre a compra das aeronaves. "Mas quero ressaltar que este é um projeto modesto diante do mapa da relação entre os dois países, que envolve uma aliança estratégica e questões petrolíferas e de energia", ressaltou.

Chávez criticou analistas que dizem que seu estado de saúde estaria interferindo na política da Venezuela e do continente.

Ao falar do ingresso da Venezuela no Mercosul, Chávez disse que a participação do seu país no bloco não trará prejuízos. "Foi a proposta de criação da Alca imperial que poderia ter acabado com o Mercosul", disse Chávez, referindo-se à proposta dos Estados Unidos de criação da Área de Livre Comércio das Américas.

Segundo ele, a Venezuela tem estabilidade política e respeita as instituições democráticas, rebatendo avaliações de que o seu país não tem condições de participar do Mercosul. "A entrada da Venezuela é o nosso projeto de União Sul-americana. Está se abrindo o Mercosul para 30 milhões de habitantes e abre-se a porta, também, para o Caribe", disse. "O Mercosul, com o ingresso da Venezuela, será a quinta potência mundial".

Para Chávez, a participação venezuelana no bloco resolve uma questão matemática. "É um fator que completa uma equação, e você não pode separar a política da economia, assim como questões econômicas e sociais".

Ele não quis comentar o jantar com a presidente. Disse apenas que o encontro foi maravilhoso.

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