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No momento, não há medidas que governo esteja pensando, diz Mantega

Na semana passada, no entanto, ministro disse que estudava uma forma de estimular o setor têxtil 

Célia Froufe, Renata Veríssimo e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

06 de dezembro de 2011 | 13h01

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou nesta terça-feira, 6, que, no momento, não há medidas que o governo esteja pensando em tomar para incentivar a economia. Na semana passada, no entanto, ele disse que estudava uma forma de estimular o setor têxtil. Conforme o ministro, o governo seguirá na trajetória de flexibilização do crédito e manterá o rigor fiscal. "Baratear o crédito é a principal estratégia para retomar crescimento econômico", afirmou.

Mantega voltou a dizer que o crescimento oficial da economia brasileira este ano é de 3,2% (tendo em vista o resultado acumulado do PIB até o terceiro trimestre deste ano). "Isso pode dar uma pista (do crescimento para o ano", sinalizou. "Deve ser algo mais ou menos nesse patamar", considerou. A previsão do governo para 2011 ainda é de 3,8%, mas ele já admitiu que o porcentual "não é alcançável" com as revisões feitas no primeiro e segundo trimestre deste ano pelo IBGE.

Desaceleração

Mantega afirmou que a desaceleração da economia brasileira no terceiro trimestre é uma situação passageira. "No quarto trimestre, já temos outra situação. A economia já estará acelerando, porque uma parte das medidas que tomamos já está sendo revertida, principalmente as medidas monetárias", afirmou.

Segundo o ministro, "a economia chegou em um patamar desejável" devido à ação do governo e foi possível controlar a inflação. "Havia uma pressão inflacionária forte e não queríamos que ela se difundisse na economia brasileira. Fomos bem sucedidos e a inflação está em retração devido a isso", disse.

Freio

Mantega negou que o governo tenha pisado no freio além do necessário para frear a economia brasileira na virada de 2010 para 2011. "No ano passado e início deste ano, os economistas diziam que o País estava muito aquecido. O que foi inesperado foi o agravamento da crise internacional. Esse fator não tínhamos", lembrou.

Segundo ele, a piora do quadro externo teve "alguma repercussão" no Brasil, principalmente sobre a indústria e as expectativas. Na avaliação do ministro, a degradação do cenário internacional não teve impacto imediato sobre a população, mas sempre termina com algum resquício sobre as expectativas. "Embora não tenha efeito direto na população brasileira, sempre acaba afetando um pouco", resumiu. "Não digo que os brasileiros estão pessimistas, mas sempre afeta as expectativas ao ler todos os dias que a Europa está degringolando e os EUA não estão se recuperando", considerou. 

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