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No mundo, igualdade deve demorar 170 anos

Estudo anterior previa que lacuna econômica entre homens e mulheres no mundo acabaria em 118 anos

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2016 | 05h00

GENEBRA - O panorama traçado no Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016 não mostra estagnação apenas no Brasil. Para os especialistas, no atual ritmo, o mundo terá uma paridade econômica entre os sexos apenas em 2186. Ou seja, em 170 anos.

Os estudiosos foram obrigados a recalcular suas projeções depois que identificaram que os avanços foram freados. Inicialmente, a estimativa era de que a lacuna econômica poderia ser fechada em 118 anos, ou seja, no ano de 2133. “No entanto, o progresso foi revertido desde então”, alertou o relatório.

“O mundo está enfrentando um mal-uso agudo de talento ao não agir mais rápido para enfrentar a oportunidade de se desenvolverem”, alerta a entidade.

O Relatório de Desigualdade Global de Gênero 2016 também aponta para o fato de mulheres ao redor do mundo ganharem, em médio, pouco mais da metade do que os homens ganham, “apesar de trabalharem, em média, mais horas, levando em consideração trabalho remunerado e não remunerado”.

O número de mulheres em altos cargos também se mantém persistentemente baixo. De acordo com o levantamento, apenas quatro países no mundo têm número igual de mulheres e homens de legisladores, oficiais de alto escalão e gerentes.

Apesar dessa realidade, em 95 países, há tanto quanto, se não mais, mulheres com educação em nível universitário.

A entidade também revela que a desigualdade de gênero permanece grande na esfera política. Hoje, somente dois países alcançaram a paridade no parlamento entre homens e mulheres e apenas quatro alcançaram paridade em funções ministeriais.

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