Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

No Nordeste, Bolsonaro faz apelo a governadores e prefeitos pela reforma da Previdência

Em encontro no Recife presidente também destacou sua decisão de pagar 13.º salário a beneficiários do Bolsa Família

Pedro Venceslau, enviado especial, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2019 | 12h43
Atualizado 24 de maio de 2019 | 14h16

RECIFE - Em sua primeira viagem oficial ao Nordeste, nesta sexta-feira, 24, no Recife, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) destacou sua decisão de pagar o 13.º salário a beneficiários do Bolsa Família, promessa feita durante a campanha eleitoral.

"É uma maneira de distribuição de renda justa", disse o presidente, que participou de uma reunião do conselho deliberativo da Superintendência para o Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Sem citar nominalmente o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou os governos do PT, ele admitiu que o programa não foi criado por ele, mas "veio lá de trás".

Na ocasião, o presidente fez um apelo para que os prefeitos e governadores trabalhem pela aprovação da reforma da Previdência, alegando que a proposta é fundamental para reduzir desigualdades no País. 

Ao tratar da tramitação da reforma no Congresso, Bolsonaro voltou a acenar aos parlamentares. "É legítimo o Parlamento fazer mudanças (no texto da reforma)", disse o presidente, que também elogiou ministros de Estado. "Eu apenas sou o maestro de uma banda ou de uma orquestra." 

A maioria dos governadores que integram o conselha da Sudene é de partidos que fazem oposição ao governo na região, onde Bolsonaro registra seus piores índices de popularidade – 40% de rejeição, segundo o Ibope. Oficialmente, a viagem marca o lançamento do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE). 

Ao discursar, Bolsonaro afirmou que “fará o possível para ajudar os irmãos do Nordeste”, apesar da atual situação da economia brasileira, e se definiu como o “maestro de uma orquestra”, ressaltando ainda que é “legítimo” que o Congresso faça mudanças nos projetos enviados pelo governo.

Comitiva

Bolsonaro levou uma comitiva de 15 pessoas a Pernambuco. Para evitar protestos, o Planalto dividiu o grupo em dois helicópteros no deslocamento entre a base aérea de Recife e o Instituto Brennan, onde aconteceu o encontro. Antes da abertura da reunião, governadores de oposição criticaram o presidente.

Flávio Dino, do Maranhão, classificou como "desastrado" o decreto sobre as armas e chamou o presidente de "sectário", "divisionista" e "extremista" Já o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), afirmou aos jornalistas que a baixa popularidade de Bolsonaro não será revertida com dinheiro, mas com "capacidade de liderar". 

Acompanharam Bolsonaro os ministros Osmar Terra (Cidadania), Marcos Pontos (Ciência e Tecnologia), Santos Cruz (Secretaria de Governo), Floriano Peixoto (Secretaria-Geral), general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), os deputados André Ferreira (PSC-PE), Dayane Pimentel (PSL-BA), General Girão (PSL-RN), Heitor Freire (PSL-CE), Júlio César (PSD-PI), Luciano Bivar (PSL-PE), o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o secretário especial de Assuntos Fundiários do Ministério da Agricultura, Luiz Antônio Nabhan Garcia, e o presidente da Embratur, Gilson Machado Guimarães Neto.

O presidente segue para Petrolina, onde participa da entrega de um conjunto habitacional do programa Minha Casa Minha Vida.

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