No País, 49% querem trocar de operadora

Os consumidores brasileiros estão mais propensos a trocar de operadora de celular na comparação com clientes de outros países, segundo estudo divulgado ontem pela fabricante de aparelhos Nokia. Segundo a pesquisa, que abordou 12 mil usuários de 11 países, 67% dos consumidores brasileiros mudaram de operadora nos últimos cinco anos, e 48% mostraram-se dispostos a mudar nos próximos 12 meses. No mundo, essa taxa é inferior a 40%. Em países como Rússia e Estados Unidos, é de 27%, apontou o levantamento.

O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2014 | 02h05

De acordo com Fernando Carvalho, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da Nokia para a América Latina, a percepção de qualidade é fator determinante para a decisão de trocar de operadora. "Isso acontece ao mesmo tempo em que o cliente vai ficando mais sofisticado", disse. "O cliente brasileiro vai se aproximando do comportamento de clientes europeus ou norte-americanos."

A pesquisa apontou que o porcentual de usuários constantes de dispositivos móveis, os chamados "heavy users", subiu de 57% no Brasil, em 2012, para 64% em 2013 - patamar semelhante a de países desenvolvidos como a Inglaterra, onde o porcentual está em 66%.

São considerados heavy users consumidores que usam ao menos dois dos seguintes serviços uma vez por semana em um dispositivo móvel: videochamada, mensagens instantâneas e chat, navegação na Internet, download de arquivos, jogos online, pagamento móvel, TV móvel, serviços baseados em localização, GPS e aplicativos de realidade aumentada.

A qualidade é o principal fator de retenção para 41% dos consumidores, contra 29% em países considerados maduros em telefonia móvel (Espanha, Itália, Reino Unido, EUA, Canadá e Coreia do Norte). A categoria preço e cobrança foi apontada como mais importante para 33% dos usuários no Brasil. "Desde a privatização, as operadoras no Brasil estão em uma batalha por usuários. Então, a batalha por qualidade é nova. E usuários agora estão dispostos a pagar mais por isso, o que até então não tínhamos visto", disse Carvalho. / REUTERS

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