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No Planalto, Lula defende redução da jornada de trabalho

No entanto, presidente diz que proposta não deveria vir do governo e defende união entre centrais sindicais

Luciana Nunes Leal, de O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2008 | 14h47

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta quinta-feira, 14,  a bandeira da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, mas disse que a proposta não deveria partir do governo, durante discurso para representantes de seis centrais sindicais, durante solenidade no Palácio do Planalto. "Se fosse apenas do governo, ia se transformar em embate entre o governo e a oposição e o povo ficaria alheio", afirmou Lula.   O presidente destacou a importância de "aumentar as horas de lazer do trabalhador" e disse que não fazia nenhum discurso "contra qualquer empresário". "Nós precisamos uns dos outros, os empresários dos trabalhadores, os trabalhadores dos empresários e a Nação precisa dos dois", disse o presidente.   O presidente defendeu a união entre as diferentes centrais sindicais e disse que as divergências devem ser superadas. Diante de dirigentes de seis centrais, Lula brincou: "Vocês não precisam se gostar, não precisam se amar, não vão fazer casamento entre vocês. As convergências são infinitamente maiores que as divergências." Lula lembrou que, no passado, quando uma central sindical ia ao presidente, as demais se recusavam a participar do mesmo encontro.   "Acredito que um dia não vai ter tanta central, mas é um processo de amadurecimento", afirmou o presidente em discurso de improviso. As centrais sindicais participaram da cerimônia de assinatura da mensagem ao Congresso Nacional que ratifica duas convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A primeira mensagem regulamenta o direito de greve e a negociação coletiva para o servidor público. A segunda dificulta a demissão por justa causa na iniciativa privada.   Lula destacou o aumento do salário mínimo como conquista importante para os trabalhadores, porque "significa comida na mesa" e fez uma contraposição a altos valores ganhos em especulação financeira. "O salário mínimo na mão do pobre significa comida na mesa, mais feijão no prato do trabalhador, um sapato que pode ser comprado. Às vezes, um milhão no bolso (dos ricos) significa especulação e não produz nada", afirmou Lula.   Ele prometeu aos dirigentes sindicais que em breve será apresentado pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, o projeto que garante a presença de pelo menos um trabalhador nos conselhos de todas as empresas públicas.   Movimento   Na última segunda, as principais centrais sindicais do País - Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical e União Geral dos Trabalhadores (UGT) - lançaram um movimento pela redução da jornada de trabalho. O objetivo é coletar cerca de 1,5 milhão de assinaturas, quantidade necessária para apresentar um projeto de lei de iniciativa popular sobre a proposta ao Congresso no início de 2009.   Um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais (uma queda de 9,09%) poderia gerar 2,25 milhões de novos postos de trabalhos no País. Somente o fim das horas extras poderia gerar outros 1,2 milhão de empregos, assegura o órgão - sem considerar a redução da jornada.

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