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No pré-sal, polêmicas desde o início

Apesar de toda a discussão em torno do melhor modelo de exploração, regime escolhido, o de partilha, ainda sofre grandes contestações

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2013 | 02h13

Desde que as reservas gigantes de petróleo na camada do pré-sal foram anunciadas, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o País mergulhou num acalorado debate sobre qual seria a melhor forma de exploração, quem participaria da licitação e como distribuir os recursos por ele gerados. A opção foi fazer a exploração no regime de partilha, pelo qual as empresas se comprometem a compartilhar com a União uma parcela do volume de óleo produzido no campo.

Mesmo após anos de discussão, no entanto, o modelo a que o governo chegou ainda causa muita polêmica. Uma das vozes contrárias ao leilão de Libra é a de um ex-diretor da própria Petrobrás durante o governo Lula, Ildo Sauer. Ele é um dos autores de uma das ações que tentam impedir o processo de licitação marcado para segunda-feira. Segundo Sauer, com esse modelo, o País poderá deixar de ganhar mais de R$ 300 bilhões ao longo do período de exploração do campo de Libra.

O especialista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, no entanto, defende a realização do leilão de Libra. Para ele, a Petrobrás não tem atualmente condições de explorar sozinha o pré-sal, e é "melhor se apropriar de uma parcela da renda do petróleo do que não ter renda nenhuma".

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