No 1º dia de saques do FGTS, Caixa transfere R$ 2,4 bi de contas inativas a correntistas

Outros 300 mil trabalhadores sacaram recursos em agências do banco na parte da manhã

Murilo Rodrigues Alves, Douglas Gavras, Jéssica Alves, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2017 | 22h08

BRASÍLIA E SÃO PAULO - No primeiro dia da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), a Caixa transferiu automaticamente R$ 2,38 bilhões a 1,9 milhão de trabalhadores com conta corrente ou poupança no banco. Outros 300 mil sacaram R$ 300 milhões das contas inativas na parte da manhã até 11h, segundo o último balanço divulgado pelo banco. Assim, pelo menos 2,2 milhões de trabalhadores tiveram acesso a R$ 2,68 bilhões.

Antes das 7 horas, as agências já estavam mais cheias do que o normal. Em uma agência no Brás, região central de São Paulo, Elisvaldo dos Santos foi o primeiro a fazer o saque. O valor é pequeno, apenas R$ 41, mas vai servir para pagar a dívida de R$ 30 que fez no cartão. 

Mais de 4,8 milhões de trabalhadores têm direito a sacar o dinheiro das contas inativas. Neste sábado, 1.841 agências da Caixa vão ficar abertas das 9 horas às 15 horas para atendimentos relacionados ao FGTS. Segundo a Caixa, estarão disponíveis R$ 6,96 bilhões neste mês, 15,9% do total dos recursos das contas inativas. 

 

 

Valores até R$ 1,5 mil podem ser sacados no autoatendimento, com a senha do Cartão Cidadão. Para valores até R$ 3 mil, o saque pode ser realizado com o Cartão Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa. Acima de R$ 3 mil, devem ser feitos nas agências do banco.

Problemas. O bancário Carlos Alberto da Silva, 48, não conseguiu sacar os cerca de R$ 2 mil da conta inativa desde 1993. “Quero usar o dinheiro para sair do cheque especial, mas o sistema diz que não está disponível.” Para o motorista André dos Santos, de 39 anos, a viagem não foi totalmente perdida. Ele, que imaginava ter R$ 850, disse que foram depositados R$ 2 em sua conta. “Só me arrependi de ter vindo de ônibus.”

A Caixa reconheceu que alguns trabalhadores enfrentaram problemas, sobretudo quanto à divergências de cadastro. No entanto, segundo o banco, o volume de problemas é pequeno ante o de atendimentos. 

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