No Rio Grande do Sul, apoio ao investidor

No Rio Grande do Sul, apoio ao investidor

Iniciativa do governo gaúcho se destaca por facilitar realização de investimentos no Estado

José Fucs, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 05h00

Em 2015, o executivo George Washington Vital da Silva, de 56 anos, com larga experiência no mercado de alimentação complementar para pets, foi procurado pelo grupo chinês Jinheng Holdings, um dos grandes do setor na Ásia. O grupo, com o qual Silva fizera negócios quando trabalhava para a americana Hartz Mountain, outro gigante do ramo, estava interessado em se instalar no Brasil e convidou-o para tocar o negócio aqui.

As negociações evoluíram bem e Silva tornou-se o representante do Jinheng no País, com promessa de participação no empreendimento e nos resultados.

Depois de prospectar algumas oportunidades na praça, ele comprou, em nome da Jinheng, uma pequena empresa brasileira, a Pet HM, com sede em Taquari, no interior do Rio Grande do Sul. Fabricante de ossos feitos de raspa bovina, alimentos bovinos, suínos e avícolas desidratados e produtos que ajudam na limpeza e fortalecimento dos dentes caninos, a Pet HM, rebatizada de Jinhua Brasil, tornou-se a base do grupo chinês no Brasil.

De princípio, o plano era investir em novos equipamentos, remodelar a fábrica brasileira e expandi-la, com o objetivo de conquistar, no prazo de cinco anos, uma participação de 20%, no mercado de alimentos complementares para cães, que movimenta cerca de R$ 130 milhões por ano no País, e ampliar as exportações, o foco da empresa, para cerca de US$ 15 milhões por ano.

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Se Silva tivesse de ir atrás de todas as licenças e certificados de forma isolada perderia um tempo precioso para os negócios. Mas, para seu alívio, ele pode contar com o apoio de uma iniciativa pioneira no País, batizada de Sala do Investidor. Criada pelo governo gaúcho em 2011, na gestão anterior, o projeto foi mantido pelo atual governador, José Ivo Sartori, e é um dos seis finalistas do prêmio Boas Práticas do Ranking de Competitividade dos Estados, cujo vencedor será anunciado hoje, em cerimônia na B3 (ex-BM&FBovespa), em São Paulo.

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Com o objetivo de evitar a peregrinação por diferentes órgãos públicos, a Sala do Investidor, voltada para os empreendedores da área industrial e de geração de energia, concentra num único espaço todo o relacionamento com o Estado. Para facilitar a vida dos investidores, designa uma espécie de gerente de projeto para acompanhar a instalação do empreendimento, estudar as necessidades de cada projeto, fazer a ponte com os diferentes órgãos públicos e até identificar as melhores fontes de financiamento. “Parece algo meio utópico, mas eles deram um apoio fantástico em tudo o que foi necessário para agilizar o processo de investimento e cortar a burocracia”, diz Silva, que já investiu US$ 2 milhões em capital próprio, em nome da Jinheng, no País.

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Segundo Adriano Boff, responsável pela Sala do Investidor, voltada principalmente a empreendedores de pequeno e médio portes, a iniciativa contribuiu para alavancar os negócios no Estado. De acordo com Boff, desde a posse do atual governo, em 2015, a Sala do Investidor, que tem oito funcionários, desenvolveu 234 projetos, que deverão gerar um investimento total de R$ 38 bilhões e cerca de 27.000 empregos qualificados. Desse total, 64 projetos, no valor de R$ 4,4 bilhões já foram concluídos, gerando quase 10.000 postos de trabalho. 

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