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No Rio, PF prende seis por fraudes em atestados do INSS

Benefício do auxílio-doença aumentou 50% em relação a 2006 e alta pode ter sido influenciada pela fraude

Fabiana Cimieri, do Estadão, e Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

27 de setembro de 2007 | 13h09

Seis pessoas foram presas pela Polícia Federal no Rio de Janeiro acusadas de fraudar atestados médicos falsos. Na manhã desta quinta-feira, 27, a PF deu início à Operação Hipocondria, contra a quadrilha que falsificava atestados do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Os documentos fraudados eram utilizados para obtenção de auxílio-doença, benefício cuja concessão aumentou mais 50% em relação a 2006, segundo o Ministério da Previdência.  Segundo o delegado Fernando César Ferreira, da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários (Deleprev), o esquema era baseado no escritório de uma estelionatária que se apresentava como advogada, identificada como Valéria Bersch. De acordo com a PF, ela orientava seus clientes a tentarem a sorte na perícia médica do INSS. Caso fossem reprovados, remarcava o exame em outro dia e hora, até conseguir obter o benefício. De acordo com a PF, o escritório possui mais de 200 clientes que recebem reiteradamente benefícios de auxílio-doença com valores que variam entre R$ 350,00 a R$ 2.300,00 por mês.  As investigações começaram há seis meses, a partir de uma prisão em flagrante e do cumprimento de um mandato de apreensão no escritório de Valéria, onde foram encontrados atestados médicos falsos. Os oito funcionários do escritório foram indiciados por estelionato e formação de quadrilha. Além desses crimes, Valéria, que está presa, responderá por falsificação de documentos, já que era ela quem assinava os falsos atestados apreendidos. O delegado Ferreira disse acreditar que uma parte do aumento no número de beneficiários do auxílio doença pode ter ocorrido devido à proliferação de quadrilhas que agem como a que foi desbaratada nesta quinta. "Estamos trabalhando junto a auditores do INSS para detectar falhas no sistema e implementar medidas protetoras", afirmou, acrescentando que uma delas é a criação de um cadastro de médicos que tiveram o Certificado Regional de Medicina falsificado. Texto alterado às 15h15 para acréscimo de informações. 

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