No RS, planos frustrados

RIO GRANDE (RS) - Trabalhador no Polo Naval da cidade gaúcha do Rio Grande, Alex Sandro Machado começou no estaleiro em julho de 2012. Com o curso de maçariqueiro concluído em fevereiro de 2013, ele esperava uma salário melhor e até uma promoção. Mas, em dezembro de 2014, foi surpreendido com a demissão. "Fiquei revoltado, indignado com a situação. Uma caneta e uma assinatura mudaram completamente o rumo da minha história."

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18 de janeiro de 2015 | 02h03

Ele diz que sua empregadora, a Engevix, não deu maiores explicações. "Eles alegaram apenas que eu fazia parte do contingente de redução de funcionários." Segundo Alex Sandro, o Polo Naval empregava cerca de 13 mil pessoas em 2012. As demissões começaram em julho do ano passado.

Com um salário de R$ 1,5 mil além das horas extras, Alex Sandro já pensava em comprar um carro e reformar a casa, que divide com a mãe e o padrasto. A perda do emprego não resultou apenas na mudança de planos. Afetou também a continuidade de tratamento de saúde tanto dele como da filha, de 17 anos.

"Era um trabalho árduo, puxado, mas valia a pena. Não era só o salário, mas o plano de saúde, que me dava um convênio muito bom, assim como o vale-alimentação. E graças ao plano de saúde, minha filha fazia tratamento para a coluna. E eu, com neurologista. Desempregado, paramos os dois com o tratamento."

A vida na casa simples, que divide com a mãe e o padrasto aposentado também foi afetada. "O único a ter renda fixa hoje é o meu padrasto. Mas não dá para um homem de 38 anos ficar dependendo de outra pessoa", diz.

Futuro. Embora tenha perspectivas de trabalhar na função de maçariqueiro em outra empresa fora do Polo Naval, não tem nada de concreto em vista. Enquanto isso, faz trabalhos esporádicos na área da construção civil.

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