No rumo da transição
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No rumo da transição

O caminho para empresas tradicionais mudarem de forma disruptiva

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2021 | 07h30

Se a gestão exponencial é uma meta para a maioria das empresas, conduzir uma corporação tradicional para um ambiente disruptivo é possível. O que significa, segundo especialistas, que o caminho a ser trilhado vai implicar reformulação do capital humano e metodologias inovadoras. 

Não é novidade que as grandes empresas buscam adaptar seu mindset e transformar a cultura tradicional para algo próximo da maneira de fazer negócio das startups. O home office e a adoção do ‘salário emocional’ – os conhecidos benefícios, que agregam itens como passe para academia, levar cachorro ao trabalho e mesmo consultas psicológicas para desabafar durante a jornada – são alguns dos itens acrescidos pelos grandes grupos motivados pela ideia da mudança.

A premissa por trás é simples: dar espaço para que novos talentos desenvolvam ferramentas que mantenham o negócio girando, com ganho exponencial no caminho. “A taxa de sucesso das startups de novos negócios é de 1 em 500. Mas nas startups criadas dentro das grandes corporações é de 1 em 8, ou seja, 60 vezes maior. Essa maior chance de sucesso é porque a grande empresa tem dinheiro, marca, funcionário, networking, vários ativos que podem ser usados para transformar o mercado”, explica Rodrigo Burgers, sócio-diretor da Play Studio, consultoria de inovação e venture building.

“A transformação digital para atender os clientes de forma remota já é uma realidade”, diz Flávio Padovan, sócio da MRD Consulting. Para ele, a transformação de uma empresa tradicional para a gestão exponencial depende muito da atividade exercida, sendo que o setor de serviço é mais fácil do que o industrial, que tem um ciclo mais difícil de mudança.

“Mas hoje é mais rápido em função da tecnologia. O importante é aprender com as organizações que já fizeram. É fundamental implantar cultura de inovação em todos os níveis da empresa”, diz Padovan. “Oxigenar a empresa a pensar e atuar de forma diferente e seguindo os passos de empresas que já são exponenciais. Não existe organização exponencial ou moderna sem inovação”, avalia o especialista.

A empresa que quer ir para a gestão exponencial deve criar um ecossistema em torno dela, que receba coloração de dentro para fora, mas de fora para dentro também, indicam os estudos sobre o tema. É importante ter um ambiente favorável para que o público externo se torne admirador e também se torne colaborador.

De olho no cliente

A transformação da gestão organizacional está diretamente ligada às necessidades do cliente. Essa é a avaliação do Itaú Unibanco. “Não acreditamos em uma área com foco exclusivo para inovação. Para que as soluções façam sentido, elas devem surgir com base no que faz sentido para o cliente”, diz Giovana Braccialli, superintendente de Engenharia de Software, que atua na área de Investimentos do Itaú Unibanco.

Há três anos, os times dessa área do banco adotaram o modelo ágil de trabalho, que tem como pilares: definições de prioridades estratégicas, times multidisciplinares com autonomia para encontrar e trabalhar em soluções focadas na experiência dos clientes, ciclos curtos de entrega, foco em resultados e tolerância ao erro. “O número de squads na área de investimentos do Itaú, como são chamados esses times multidisciplinares, saltou de 50 para 89 desde 2018. Mais de 700 colaboradores trabalham no que o banco chama de ‘Comunidade Soluções de Investimentos’. O número pode passar de mil pessoas, se contarmos os profissionais terceirizados que trabalham em parceria com a área”, comenta Giovana.

Para dar a dimensão da transformação no banco: o objetivo é que, até o fim de 2022, 21 mil dos 98 mil colaboradores do Itaú trabalhem no modelo de comunidades. Esse universo de 21 mil colaboradores equivale a 100% das pessoas elegíveis a atuar nesse modelo de trabalho.

Há um ano, a instituição financeira lançou a plataforma Investir em Quê. Nela, estão os dados completos dos mais de 21 mil fundos de investimentos disponíveis no Brasil, 2.620 deles sob gestão da Itaú Asset Management, Itaú Unibanco e Itaú DTVM. Tudo na palma da mão e a um clique de distância. Um dos grandes diferenciais da plataforma é a possibilidade de comparar os diversos tipos de produtos, inclusive aqueles oferecidos por concorrentes do Itaú.  Além dessa ferramenta de busca e comparação, que está aberta para todos, o banco lançou seu novo app  de investimentos. Batizado de íon Itaú, ele também foi fruto da transformação digital e cultural do banco e já está disponível para clientes.

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