No segundo dia do leilão da ANP, Petrobras começa com 3 blocos

A Petrobras começou o segundo dia do leilão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmando sua voracidade para garantir a total hegemonia no setor de exploração de petróleo no Brasil. A estatal arrematou três dos seis blocos oferecidos no primeiro lote do leilão de hoje, referentes à Bacia de Camamu Almada (BA).A estatal levou um bloco (CAL 248) sozinha por um valor de bônus de assinatura de R$ 8,465 milhões. A EnCana, que já atua no Brasil na área da Bacia de Campos, disputou este bloco ofertando lance de apenas R$ 701 mil.A estatal brasileira também disputou com a EnCana o bloco 372, desta vez em parceria com a Epic (representando a El Paso) e a Queiroz Galvão. A oferta da Petrobras foi de R$ 2,8 milhões e a EnCana ofereceu R$ 1,5 milhão. A parceria da estatal com a Epic e a Queiroz Galvão se repetiu no bloco 312, que não teve concorrência. O consórcio levou o bloco por R$ 1,023 milhão.Leilão voltou a atrair as multinacionais Ontem, no primeiro dia de licitação de áreas para exploração de petróleo, o leilão da ANP arrecadou R$ 494 milhões. Em clima que lembrou as privatizações do governo Fernando Henrique, com liminares judiciais e manifestações de nacionalistas, o primeiro dia do sexto leilão de áreas para exploração de petróleo no Brasil - a segunda licitação sob a gestão petista - foi marcado pela volta do capital estrangeiro ao setor. Nove multinacionais, entre gigantes como a Shell e empresas de médio porte, como a americana Kerr Mcgee, saíram com novas concessões de petróleo e gás.Foram 77 blocos arrematados por 14 empresas. O resultado já pode ser considerado o melhor entre todos os leilões da ANP. O volume só não supera o dos dois dias da 3.ª Rodada, em 2001, quando foram arrecadados R$ 594 milhões. A licitação continua hoje, com o leilão de áreas em 13 setores no litoral brasileiro.A Petrobras, mais uma vez, se destacou como a grande vencedora, com 60 dos 81 blocos arrematados. O leilão começou com uma hora de atraso e grande apreensão, por causa da liminar obtida na segunda-feira pelo governador paranaense Roberto Requião, que alterava artigos da Lei do Petróleo. Veja mais informações nos links abaixo.

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