No STF, processo do dossiê chega com nomes de Dilma e Tarso

Como os dois têm foro privilegiado, a investigação passou da Justiça Federal para o Supremo

Felipe Recondo, da Agência Estado,

09 de julho de 2008 | 20h01

Chegou nesta quarta-feira, 9, ao Supremo Tribunal Federal (STF) o processo de investigação do vazamento de informações do dossiê que teria sido montado na Casa Civil sobre gastos com cartões corporativos feitos durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Agora, são citados no processo também os ministros da Justiça, Tarso Genro, e da Casa Civil, Dilma Rousseff.   Veja também:  O escândalo dos cartões corporativos    O caso estava na Justiça Federal enquanto não havia entre os investigados personalidades com direito a foro privilegiado. Os nomes dos ministros Tarso e Dilma foram incluídos na investigação depois que o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) levantou suspeita de envolvimento de ambos no caso.   Como os dois têm foro privilegiado, a investigação passou da Justiça Federal para o Supremo, onde podem ser investigados e julgados. Apesar de ser apenas burocrática essa movimentação do processo, somente a partir de agora o STF e o procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, podem começar a investigar suposta participação dos dois ministros.   Ainda não foi escolhido um ministro do STF para ser o relator do processo. Como o tribunal entrou em recesso, a distribuição de processos está suspensa. Somente no início de agosto, quando os ministros voltam ao trabalho, o relator será escolhido.   Se houver indícios suficientes da participação dos dois ministros, o procurador-geral da República pode denunciá-los e pedir a abertura de uma ação penal no Supremo. Caso contrário, pode recomendar o arquivamento da investigação.

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