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Nobel de Economia defende perdão da dívida argentina

O perdão de grande parte da dívida da Argentina será vital para permitir a recuperação econômica do país, disse Joseph Stiglitz, prêmio Nobel de economia e ex-economista chefe do Banco Mundial. "Parte da ignição ao motor (do crescimento) será o perdão de elevados montantes da dívida", disse Stiglitz após discurso sobre globalização no Conselho de Relações Exteriores, em Nova York. Questionado sobre eventuais custos e benefícios aos EUA de eventual perdão da dívida da Argentina e de outros países em dificuldades, Stiglitz citou o exemplo da Europa, que removeu as barreiras comerciais aos países mais pobres. "Acredito que os EUA deveriam fazê-lo unilaterlamente e imediatamente", afirmou, acrescentando que apoiaria completamente um perdão da dívida. "A terra está lá, assim como a maior parte das pessoas", disse. Como qualquer outro país enfrentando dificuldades com sua moeda e sua dívida, a Argentina "deve caminhar para um processo de falência de sua dívida", disse, e "assegurar-se de que o nível de sua dívida seja reduzido". Stiglitz foi também questionado sobre as iniciativas do presidente norte-americano na política comercial externa dos EUA. Segundo ele, a administração está colocando "obstáculos" a eventuais progressos nesta questão. "Há muito temor de que, no final, a América irá utilizar seu poder para conduzir a um acordo injusto", afirmou citando "medidas protecionistas" pelos EUA no caso da indústria do aço e em outras áreas.Leia o especial

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