Nokia e Samsung lançam aparelhos para competir com o iPhone, da Apple

Os dois maiores fabricantes de celulares do mundo, Nokia e Samsung, lançaram ontem novos modelos, com características comparáveis ao iPhone, da Apple, e ao Pre, da Palm, e preços atrativos. As vendas mundiais de celulares devem cair cerca de 10% este ano, por causa da queda na demanda provocada pela recessão, mas o mercado dos chamados smartphones tem expectativa de alta de 10% a 20%."A demanda do consumidor por aparelhos com mais capacidade parece estar se acelerando, apesar da situação ruim da economia", disse Ben Wood, diretor de Pesquisas da CCS Insight. "A Samsung e a Nokia adotaram uma estratégia inteligente ao oferecer esse tipo de produto a preços mais acessíveis."A finlandesa Nokia, maior fabricante de celulares do mundo, lançou três aparelhos ontem, incluindo um novo modelo com tela sensível ao toque, chamado 5530 Xpressmusic, que custa 199 (US$ 280), antes de subsídios e impostos, e começa a ser vendido no próximo trimestre.A Samsung anunciou também ontem seu modelo Jet, que inclui tela sensível ao toque e um processador que aumenta a velocidade de navegação na internet. A Samsung não revelou o preço, mas analistas afirmam que ele é comparável à maioria dos modelos médios.O novo iPhone, lançado na semana passada pela Apple, tem preços de US$ 199 e US$ 299, dependendo do modelo, atrelados a um plano de dois anos com a AT&T, nos Estados Unidos. O Palm Pre custa US$ 199, também com um contrato de dois anos, o que significa subsídio da operadora.Os fabricantes de celulares enfrentaram o pior trimestre de sua história entre janeiro e março deste ano, com uma queda de 14% do mercado sobre o mesmo período de 2008. A Nokia divulgou, pela primeira vez desde a sua criação, um prejuízo trimestral antes dos impostos. Muitas empresas e analistas acreditam que o pior já ficou para trás, pois a queda teve como causa o estoque grande de aparelhos antigos nos varejistas, mas são poucos os que já identificaram melhora na demanda.Lee Donjoo, responsável por Vendas e Marketing da Unidade Móvel da Samsung, disse estar esperançoso de que as vendas caiam de 8% a 9% este ano, um pouco menos que a expectativa oficial da empresa, de uma queda de 10%. "Não vejo nenhum aumento especial da demanda no segundo semestre", disse o executivo. "Mesmo assim, há um pequeno sinal de recuperação na economia em geral. Espero que a indústria do celular também se recupere logo."

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