Nokia Siemens cortará 17 mil postos de trabalho

A joint venture Nokia Siemens Networks, segunda maior fabricante de equipamentos para telecomunicação sem fio do mundo, vai cortar 17 mil empregos para ajudar a reduzir custos operacionais anuais em cerca de 1 bilhão. O corte é equivalente a 23% do quadro de funcionários da empresa, atualmente de 74 mil pessoas.

HELSINQUE, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2011 | 03h05

O movimento ocorre em meio à pressão que a companhia, formada pela finlandesa Nokia e pelo grupo alemão Siemens, enfrenta da sueca Ericsson e de rivais chinesas.

As controladoras afirmaram que querem tornar a joint venture mais independente, com a listagem da empresa em bolsa sendo considerada como uma das opções para os próximos anos.

"Conforme olhamos para a possibilidade de um futuro independente, precisamos tomar decisões agora para melhorar nossa rentabilidade e geração de caixa", disse o presidente da Nokia Siemens, Rajeev Suri.

A companhia deve focar suas operações em equipamentos de banda larga móvel e serviços a operadoras de telefonia, ao mesmo tempo em que deve se retirar de diversas áreas menores, voltadas principalmente à telefonia fixa.

O analista Phil Kendall, da Strategy Analytics, afirmou que a Nokia Siemens está sendo desafiada por rivais como Huawei e ZTE. Segundo ele, as empresas chinesas conquistaram mercado com equipamentos baratos, para depois se estabelecer como fornecedoras confiáveis de tecnologia. / REUTERS E AP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.