Nokia Siemens produzirá equipamentos 4G no País

A Nokia Siemens Networks vai abrir uma linha de montagem no Brasil, junto com a fabricante Flextronics International, para construir a próxima geração de redes de telefonia móvel no País, segundo informações de um executivo sênior da companhia.

O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h02

A unidade deve começar a fornecer equipamentos de quarta geração (4G) sem fio a partir do início de outubro, no momento em que operadoras locais começam a construir redes para atendimento às necessidades da Copa do Mundo de 2014, disse o diretor da Nokia Siemens para as Américas, Ken Wirth.

"O que estamos procurando fazer é alinhar nossa capacidade de produção próxima dos mercados onde estamos vendendo", explicou o executivo. "Isso reduz nossos custos de transporte, tarifas e quaisquer outras coisas que apareçam." Wirth recusou-se a comentar o quanto cada parceiro - Nokia Siemens e Flextronics - investiu na formação da joint venture.

O Brasil leiloou licenças de transmissão de 4G em junho, e estipulou que pelo menos 60% do hardware instalado deveria ser de conteúdo brasileiro, com o objetivo de trazer essa tecnologia para o País.

Essa exigência já motivou outras empresas, como a chinesa Huawei, a considerar a possibilidade de implantar uma linha de produção no Brasil. O pré-requisito, no entanto, é contestado pelos Estados Unidos e pela União Europeia na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para a Nokia Siemens, a demanda das quatro operadoras móveis brasileiras - Claro, TIM, Oi e Vivo -, com a instalação de suas redes 4G, será suficiente para justificar a capacidade de produção local para os próximos 12 a 18 meses, afirmou Wirth.

Clientes. A empresa já assinou contratos com uma operadora 4G brasileira e uma chilena, mas o executivo não quis revelar quais clientes seriam esses.

Com a nova unidade já instalada e funcionando, Wirth disse que vê as novas redes 4G brasileiras como uma chance para a Nokia Siemens aumentar sua participação no mercado da América Latina em cerca de 30%.

A região contribui atualmente com 13% da receita da companhia - mais do que a América do Norte - e está crescendo rapidamente.

Somente no Brasil, as operadoras móveis reservaram cerca de US$ 1,5 bilhão em despesas de capital para o próximo ano, cerca de 30% dedicados à tecnologia 4G. / REUTERS

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