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Nordeste terá qualificação profissional

O descompasso entre a demanda e a oferta de mão de obra deve fazer com que o governo priorize ações de qualificação profissional no Nordeste, que vem apresentando forte crescimento econômico. Na próxima semana, os Ministérios de Desenvolvimento Social e do Trabalho e Emprego levarão à presidente Dilma Rousseff um mapa detalhando a vocação econômica e a necessidade de melhoria profissional de municípios para atender à demanda por trabalhadores.

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2011 | 00h00

O estudo serve de subsídio para alcançar a meta de erradicar a miséria no País. "Vamos elencar as cidades mais vulneráveis e sabemos que há um porcentual muito grande no Nordeste", disse o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao Estado.

Segundo ele, o governo identificou a existência de 16 milhões de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza em todo o País. Até agora, os ministérios se debruçaram na avaliação de suas próprias bases de dados: o de Desenvolvimento Social com as informações relativas ao Bolsa Família e o do Trabalho com os números do Sistema Nacional de Empregos (Sine), espécie de agência de empregos do governo. Até o fim da semana, esse cruzamento deve estar finalizado.

Bandeira. Mais do que a meta de erradicar a pobreza, o governo vislumbra essa ação como uma bandeira até para a sucessão presidencial. "Você não faz isso (qualificação para todos) em um governo. Vamos traçar uma meta e prazos, como no Bolsa Família", disse Lupi. A ideia é que o governo consiga avançar na qualificação, para que os trabalhadores obtenham seu sustento. O foco está nas famílias com renda mensal de até R$ 70.

Identificadas as cidades consideradas estratégicas, o governo concederá bolsas de estudo. A qualificação será em nível técnico, com carga de 250 horas. A liberação de recursos caberá aos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. "Para essa área não falta dinheiro", garantiu Lupi.

Números do Ministério do Trabalho mostram como a falta de qualificação é um gargalo para o Brasil. No ano passado, chegou ao Sine a demanda por 3,6 milhões trabalhadores. A agência encaminhou 7,7 milhões de currículos para preencher esses postos, mas apenas 1,2 milhão de pessoas foram absorvidas.

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