Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Servidor público federal terá banco de horas

Horas excedentes à jornada diária só serão aceitas com autorização da chefia e não devem superar duas por dia, 40 ao mês e 100 no ano, de acordo com norma que será publicada pelo Ministério do Planejamento

Eduardo Rodrigues e Sandra Manfrini, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2018 | 04h00

BRASÍLIA - O Ministério do Planejamento publicará uma instrução normativa nos próximos dias criando o banco de horas para os servidores de mais de 200 órgãos federais. A regulamentação também tratará dos casos em que os funcionários devem permanecer de sobreaviso, aguardando chamada para o trabalho.

O banco de horas poderá ser adotado para a execução de tarefas, projetos e programas de relevância para o serviço público. Não será um “direito do servidor”, mas dependerá da conveniência do serviço.

As horas excedentes à jornada diária só serão aceitas com autorização da chefia. Não devem superar duas por dia, 40 ao mês e cem horas em um ano.

Por meio de um sistema de controle eletrônico, o tempo excedente de trabalho será computado como crédito e o período da jornada regular que não for trabalhado será considerado como débito.

A instrução normativa também traz orientações para o estabelecimento de escalas de sobreaviso pelos gestores, com os períodos em que o servidor deverá permanecer à disposição do órgão – aguardando convocação – fora de sua jornada normal de trabalho. Ainda que os funcionários estejam em regime de prontidão, apenas as horas efetivamente trabalhadas serão consideradas no banco de horas.

Embora a instrução normativa regulamente os instrumentos, a adoção dos sistemas dependerá dos dirigentes máximos de cada órgão.

Centralização do controle de pagamento de aposentadorias

Nesta terça-feira, 11, o governo publicou decreto que determina que o controle do pagamento de aposentadorias e pensões de servidores começará a ser centralizado neste ano. Esse processo será finalizado em 2022. Começará neste ano com os ministérios de Relações Exteriores, da Cultura, do Esporte, da Integração Nacional, da Transparência e Controladoria-Geral da União, além da Imprensa Nacional.

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