Mácio Ferreira/Agência Pará
Mácio Ferreira/Agência Pará

Norsk Hydro vai retomar produção da Alunorte, no Pará, com metade da capacidade

Norueguesa havia encerrado produção após denúncias de descarte irregular de resíduos no meio ambiente em fevereiro deste ano

Reuters

09 Outubro 2018 | 09h35

OSLO - O grupo norueguês Norsk Hydro obteve permissão das autoridades brasileiras para reiniciar a produção na refinaria de alumina Alunorte, a maior do mundo, localizada no Pará, com a metade da capacidade, informou a produtora de metais em comunicado divulgado nesta terça-feira, 9.

A empresa disse na semana passada que fecharia a refinaria, bem como a mina de bauxita de Paragominas, em meio a uma disputa ambiental persistente que manteve as instalações operando a 50% da capacidade desde março. Em outubro, denúncias de descarte irregular de resíduos no meio ambiente ocorrido em fevereiro fizeram a empresa decidir encerrar as atividades. 

A decisão de fechar a refinaria e de demitir 4.700 pessoas foi tomada quando o depósito de resíduos de bauxita da empresa estava prestes a atingir sua capacidade total, mas a Hydro conseguiu na segunda-feira a permissão para usar uma tecnologia para aliviar a situação, disse a empresa.

“A Alunorte deverá ser capaz de aumentar a produção em até 50% em duas semanas”, disse a Hydro sobre a usina, que em capacidade total pode produzir cerca de 6,4 milhões de toneladas de alumina, ou 10 por cento da capacidade mundial fora da China.

“A Hydro continua seu diálogo com todas as autoridades relevantes para trazer a Alunorte de volta à produção plena e normalizar suas operações no Brasil”, acrescentou.

A produção da Alunorte, o suficiente para produzir mais de 3 milhões de toneladas de alumínio por ano, é vendida para usinas de metal em todo o mundo, incluindo instalações próprias da Hydro na Noruega e no Brasil, e as paralisações elevaram os preços globais do metal.

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