André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Nos bastidores, Maia tenta acelerar instalação de comissão especial da Previdência

Maia precisa ter em mãos a indicação do presidente e de ao menos metade dos deputados que vão compor o colegiado

Camila Turtelli e Mariana Haubert, O Estado de S.Paulo

24 de abril de 2019 | 18h51

Em conversas e reuniões com lideranças nesta quarta-feira, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), corre para tentar instalar a comissão especial da reforma da previdência ainda nesta quinta-feira.

Para instalar a comissão, Maia precisa ter em mãos a indicação do presidente e de ao menos metade dos deputados que vão compor o colegiado. A comissão deve será composta por 49 titulares e 49 suplentes, divididos de acordo com a proporcionalidade dos partidos da Câmara. Houve uma mudança no número de membros ao longo desta quarta-feira. Antes eram 34. Hoje, em um ato burocrático, a comissão foi criada com a leitura de um documento em Plenário. No entanto, para que passe a funcionar de fato, ela precisa do ato de instalação com a indicação dos membros.

Até o momento, no entanto, poucos partidos têm definidos os nomes que vão indicar para o colegiado. O PSD, que terá três cadeiras, vai indicar os deputados Reinhold Stephanes (PR) e Darci de Matos (SC), mas falta a definição do terceiro nome. O Novo irá colocar Vinicius Poit (SP) como titular e Paulo Ganime (RJ), suplente. O PRB deverá levar o deputado Capitão Alberto Neto (CE), policial militar de carreira, o deputado Silvio Costa Filho (PE) e Lafayette de Andrada (MG).

O MDB, que terá três cadeiras, espera se reunir com o ministro da Economia, Paulo Guedes, ainda hoje, para anunciar seus escolhidos.

O PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro e dono da maior bancada na comissão, com cinco cadeiras, não tinha os nomes fechados até esta tarde, mas tinha intenção de comunicar os indicados a Maia ainda hoje.

Os partidos de oposição, que são declaradamente contra a reforma, devem atrasar suas indicações para tentarem retardar a tramitação. Juntos, PT, PSB, PSOL e Rede, acumulam 9 posições na comissão, entre titulares e suplentes.

 

Presidência

O deputado Marcelo Ramos (PR-AM) é ainda o mais cotado para assumir a presidência do colegiado. O Estadão/Broadcast apurou que ele esteve reunido hoje com o presidente da Câmara. Ele tem o aval da maioria dos líderes do Centrão para assumir o cargo. Além disso, ele tem a chancela de Valdemar da Costa Neto, cacique do PR, que tem pedido apoio para o deputado.

Já a relatoria da proposta no colegiado ainda está mais indefinida. Há alguns nomes que circulam no Congresso, como o deputado do Novo, Vinícius Poit (SP), Eduardo Cury (PSDB-SP) e Pedro Paulo (DEM-RJ). No entanto, especula-se que o cenário visto na CCJ possa se repetir. Lideranças partidárias estão desaconselhando seus quadros a aceitarem a função devido ao desgaste que a tarefa poderá acarretar. Com isso, há a possibilidade da relatoria ir mais uma vez para o partido de Jair Bolsonaro.

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