Nos EUA, alta do mínimo beneficia apenas 1 milhão

Diferentemente do Brasil, reajuste do salário não vale para o país todo nem afeta as contas do governo federal

DENISE CHRISPIM MARIN, CORRESPONDENTE / WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

25 de dezembro de 2012 | 02h04

Cerca de 1 milhão de trabalhadores americanos serão beneficiados pelo aumento do salário mínimo a partir de 1o de janeiro. A medida contempla os remunerados conforme as horas trabalhadas em dez Estados e dois municípios.

O objetivo é corrigir perdas com a inflação e remunerar o aumento de produtividade. Também se espera um impulso no consumo, a chave para o crescimento econômico do país.

Em paralelo, o senador democrata Tom Harkim, presidente do Comitê de Trabalho do Senado, e o deputado George Miller, principal democrata no Comitê sobre Força de Trabalho da Câmara, planejam apresentar projeto de lei para o aumento gradual do salário mínimo federal, hoje de US$ 7,25 por hora, para US$ 9,80 ao longo dos próximos dois anos. Atualmente, 18 Estados, a capital americana e várias cidades já adotam valores maiores.

O projeto também reajustará o salário de trabalhadores que ganham gorjetas, como os garçons. Desde 1991 o valor de US$ 2,13 por hora está congelado. O texto prevê aumentos graduais até que esse valor alcance 70% do salário mínimo federal.

O aumento do salário mínimo nos EUA não interfere, como no Brasil, nas despesas federais e estaduais com o pagamento de aposentadoria e pensões. A correção desses benefícios segue outro valor definido pelos governos, hoje de US$ 7,37 por hora no caso típico de jornadas de 2.000 horas por ano. Está, portanto, levemente acima do salário mínimo federal.

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