Nos EUA, anúncios tentam influenciar debate sobre dívida

Enquanto parlamentares norte-americanos tentam negociar um acordo para aumentar o teto da dívida dos Estados Unidos antes do prazo final na próxima terça-feira, grupos de interesses estão se movimentando para influenciar membros indecisos do Congresso.

KIM DIXON, REUTERS

29 de julho de 2011 | 20h02

Da instituição pró-negócios Club For Growth a sindicatos trabalhistas, entidades de todo o país estão gastando milhões de dólares para tentar defender seus interesses em meio a um frágil debate no Congresso sobre como lidar com o déficit orçamentário e aumentar o limite da dívida do governo.

A expectativa é de que qualquer legislação seja aprovada com uma margem bem estreita, e qualquer voto é tido como de extrema importância.

A aproximação do prazo dá aos anúncios um caráter mais imediatista e potencialmente aumenta a influência desse tipo de publicidade, disseram especialistas em comunicação.

"Esta é uma situação única porque o tempo está passando", disse Michael Cornfield, professor da George Washington University.

"O único paralelo que posso pensar são as últimas 72 horas de uma eleição, e geralmente o resultado não é tão apertado", completou.

O limite de endividamento do governo norte-americano, de 14,3 trilhões de dólares, tem de ser aumentado até terça-feira, ou os EUA não poderão honrar todas as suas dívidas, algo sem precedentes na história do país.

O projeto republicano para elevar o teto da dívida dos Estados Unidos em até 900 bilhões de dólares foi aprovado na Câmara dos Deputados norte-americana nesta sexta-feira por 218 votos contra 210, e irá agora para o Senado.

(Reportagem adicional de Patricia Zengerle)

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