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Nos EUA, avançam as negociações de ajuda a montadoras

Legislação permitindo pacote de socorro de US$ 15 bilhões deve ser elaborada ainda esta semana

Agências Internacionais, Washington, O Estadao de S.Paulo

06 de dezembro de 2008 | 00h00

A Casa Branca e o Partido Democrata avançaram nas negociações para aprovar um pacote de socorro de US$ 15 bilhões às montadoras, em meio ao temor de uma onda de demissões ainda mais dramática após a divulgação do corte de 533 mil postos de trabalho em novembro. A presidente da Câmara, deputada democrata Nancy Pelosi, declarou que a Casa vai elaborar nesta semana uma legislação que permita uma ajuda "limitada e de curto prazo" para a indústria automobilística. O acordo foi costurado ontem pela manhã, depois de os democratas terem concordado, no fim da noite de sexta-feira, com parte da proposta da Casa Branca. Os democratas defendiam que o Executivo redirecionasse parte do pacote de US$ 700 bilhões, destinado a salvar instituições financeiras, para as montadoras GM, Ford e Chrysler. Já a administração Bush preferia aproveitar os recursos de um pacote de US$ 25 bilhões já aprovado, mas que está carimbado para investimentos das montadoras em tecnologias mais eficientes para o uso de combustíveis."O Congresso vai insistir que a nova legislação traga instrumentos que permitam o acompanhamento rigoroso do uso dos recursos, de forma a proteger os contribuintes", declarou Pelosi em um comunicado divulgado no sábado. Os recursos, diz o comunicado, devem ser direcionados para medidas que garantam a viabilidade e a competitividade do setor no longo prazo. O impasse nas negociações entre a administração republicana de George W. Bush e os democratas foi superado quando Pelosi concordou em permitir o uso de recursos do programa ambiental.Mas o pacote é menos da metade do que o setor estava pedindo: US$ 34 bilhões. Rick Wagoner, presidente da GM, Bob Nardelli, da Chrysler, e Alan Mulally, da Ford, passaram a quinta-feira e a sexta-feira no Capitol Hill, sede do Congresso, na tentativa de sensibilizar deputados e senadores. Diferentemente do mês passado, quando foram criticados por usarem jatos particulares para ir a Washington pedir socorro financeiro, os três executivos foram de carro para a capital americana, exibindo seus modelos híbridos, menos poluentes.Juntas, GM e Chrysler disseram precisar de US$ 15 bilhões para manter suas operações até o início de 2009. A Ford apenas demandou acesso a uma linha de crédito de US$ 9 bilhões, caso as condições de mercado se deteriorem. A situação da Chrysler é a mais dramática. A empresa já contratou até um escritório de advocacia especializado em recuperação judicial. "Se nos negarem o acesso a fundos, possivelmente seremos levados para a liquidação", disse Nardelli na ocasião.O pacote de socorro às montadoras deverá incluir a criação de algum tipo de comitê para supervisionar o desembolso dos recursos para impedir desvios para outras finalidades. Os fundos estarão disponíveis para as montadoras até março. O prazo permitirá que a administração Obama e o novo Congresso tenham tempo de reavaliar o plano. FRASESNancy PelosiDemocrata, presidente da Câmara"O Congresso insistirá que a nova legislação traga instrumentos que permitam o acompanhamento rigoroso do uso dos recursos, para proteger os contribuintes" Bob NardelliPresidente da Chrysler"Se nos negarem o acesso a fundos, possivelmente seremos levados para a liquidação"

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