Nos EUA, Black Friday migra para a internet

Os consumidores nos Estados Unidos preferiram fazer as compras da Black Friday pela internet, apontavam levantamentos iniciais sobre o movimento ontem no comércio do país. As vendas pela internet movimentaram US$ 822 milhões da zero hora de ontem até as 14 horas (de Brasília), um crescimento de 15% em relação ao ano passado, de acordo com dados da Adobe Digital Index.

Altamiro Silva Júnior, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2015 | 02h04

Já uma pesquisa da SunTrust, que mede o tráfego de pessoas em lojas físicas, detectou movimento fraco nos pontos de venda nos Estados Unidos entre a noite de quinta-feira e a manhã de ontem nas regiões metropolitanas de Nova York, no Sul do país e na região de New England. Os estacionamentos de grandes redes de varejo, como Walmart e Target, estavam com metade das filas do ano passado, segundo a SunTrust. Em algumas lojas, havia movimento forte de pessoas, mas menor que em anos anteriores, segundo a pesquisa.

O The Wall Street Journal também observou o mesmo movimento, citando, por exemplo, um estacionamento vazio do Walmart em Houston, no Texas, na manhã de ontem. A rede de TV CNBC entrevistou consumidores em algumas partes do país relatando que, este ano, as compras estavam mais tranquilas. Em Nova York, havia filas na tarde de quinta-feira antes da abertura de algumas lojas tradicionais, como a Toys"R"Us, na Times Square, e a Macy's, mas, ontem, em algumas lojas da Quinta Avenida, a mais famosa para compras na cidade, o movimento era semelhante ao de outros dias.

Mudança. A previsão é que as vendas pela internet tenham movimentado ontem US$ 2,7 bilhões, de acordo com a Adobe. Este ano, grandes redes dos EUA resolveram oferecer online as ofertas que, em edições anteriores da Black Friday, só eram oferecidas nas lojas físicas, uma forma de concorrer com a Amazon, a maior varejista online do país.

O levantamento da Adobe estima que no feriado de quinta-feira, o Dia de Ação de Graças, as vendas online tenham movimentado US$ 1,73 bilhão, com 57% das compras sendo feitas de aparelhos móveis, como celulares e tablets. Redes como o Walmart começaram a oferecer os produtos com desconto já na quinta-feira. A página da empresa chegou a apresentar problemas, por causa do forte movimento.

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