Nos EUA, filas, lojas cheias e brasileiros

Lojas cheias, muitos brasileiros e grandes filas marcaram a Black Friday nos Estados Unidos. Com expectativa de vendas recordes, o aquecimento do varejo é visto como um sinal do aumento da confiança do consumidor americano na economia.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2012 | 02h06

A Black Friday de 2012 já é considerada a maior da história do país em número de horas que as lojas ficaram abertas. Este ano, grandes redes como Walmart, Sears e Toys R Us abriram as lojas com descontos já na quinta-feira, Dia de Ação de Graças.

Redes grandes, como Best Buy e Macy's, não aderiram e preferiram abrir suas lojas apenas ontem. Em Manhattan, desde quinta-feira, grandes filas se formavam nas portas das lojas, com os consumidores esperando a abertura para pegar as melhores promoções. Até barracas os americanos montaram em frente à determinadas lojas para passar a noite. Pela televisão, as redes de TV dos EUA mostravam ao longo do dia as mesmas filas e as mesmas lojas lotadas por todo o país.

O presidente da Macy's, Terry Lundgren, foi até a principal loja da rede na madrugada de ontem em Manhattan acompanhar a abertura das portas e afirmou estar otimista com as vendas, que devem superar as de 2011. "O fluxo de pessoas não para."

A Agência Estado presenciou muitos grupos de brasileiros, em todas as lojas visitadas. A gaúcha Maria Fernanda Ribeiro, por exemplo, veio de Porto Alegre com mais quatro amigas para aproveitar os descontos da Black Friday e, de quebra, conhecer Nova York.

Para o presidente executivo da Toys R Us, Jerry Storch, as longas filas na porta da loja de brinquedos e o forte movimento desde a noite de quinta-feira era um indício de que "as pessoas se sentem um pouco mais relaxadas sobre a economia americana".

A Black Friday é a data mais importante no ano para o comércio americano e marca o início das vendas de Natal. A Federação Nacional de Comércio dos EUA projeta crescimento de 4% para o faturamento do varejo neste fim de ano, com volume de vendas de US$ 586 bilhões.

Os números oficiais das vendas só devem sair na semana que vem, mas algumas redes já divulgaram suas projeções. O Walmart informou que na quinta-feira vendeu 10 milhões de produtos, em 5 mil transações por segundo no horário de maior movimento, às 20 horas. Só de televisões foi vendido 1,8 milhão, e mais 1,4 milhão de bonecas. Foi até agora a melhor Black Friday da história da rede, segundo comunicado à imprensa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.