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''''Nós não pegamos pneumonia''''

Em encontro com chanceleres, presidente volta a dizer que a economia brasileira está saudável

Lisandra Paraguassú, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2023 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a dizer, ontem, que, apesar da crise dos mercados, a economia brasileira está saudável. Em encontro com 37 chanceleres de países da América Latina e da Ásia, Lula afirmou que é preciso ter claro que essa é uma crise imobiliária dos Estados Unidos.''''Fico imaginando se a crise da semana passada fosse há quatro anos, o que teria acontecido no Brasil, na Argentina, e tantos outros países do nosso continente'''', afirmou. ''''Dessa vez, espirraram lá e nós não pegamos pneumonia. Estamos saudáveis porque tivemos muita responsabilidade na primeira parte dos nossos mandatos.''''O presidente disse aos chanceleres que acreditava ser necessário os ministros da Fazenda e os presidentes dos Bancos Centrais de países em desenvolvimento ''''criarem o hábito de se reunir'''' para enfrentar crises que ''''muitas vezes não dependem de nós''''. ''''Temos de ter claro que essa é uma crise imobiliária dos Estados Unidos com um grupo de espertalhões que tentou ganhar um dinheiro fácil'''', disse. ''''E depois todos nós ficamos preocupados se vem ou não para cima de nós.''''DOHALula demonstrou, ainda, otimismo com o avanço nas negociações da Rodada Doha. Disse que tem conversado com quase todos os líderes da União Européia, da Organização Mundial do Comércio (OMC) e também dos EUA. ''''Eu acho que estamos caminhando para chegar a um acordo. Certamente, não será um acordo que vai contemplar nenhum dos nossos interesses na sua totalidade'''', afirmou.''''Mas eu sempre trabalhei com a hipótese de que a Rodada Doha possa prever que, no acordo, os países mais pobres tivessem ganho maior, outros países pudessem ganhar menos e outros pudessem empatar. Isso sempre levando em conta que os países ricos façam concessões para equilibrar um pouco mais o comércio mundial.''''O presidente comentou, também, que teve muita dificuldade em introduzir o tema da Rodada Doha nas reuniões do G-8, mas continua otimista: ''''É uma questão de crença''''.

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