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?Nós não somos predadores?, diz representante comercial dos EUA

O diretor-geral do Departamento de Comércio do Governo dos Estados Unidos, Carlos Poza, defendeu hoje as negociações para a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e deu um recado: "Nós não somos predadores. A maioria dos americanos quer um acordo justo". Poza disse também que os Estados Unidos lamentam a intenção do governo brasileiro de adiar o prazo de conclusão das negociações, previsto para o fim de 2004, mas que não estão preocupados."Nós sabemos o que é ganhar porque temos o Nafta como experiência. Cada país deve representar os seus interesses e lutar por eles sem perder o foco. O objetivo é concluir e não quebrar as negociações", afirmou ele durante palestra no Congresso Brasileiro de Promoção Comercial, promovido em Brasília pela União Brasileira dos Promotores de Feira (Ubrafe).Poza defendeu os benefícios da liberalização do comércio para os países da região. "Nós queremos (a Alca) porque é bom para nós e para os demais.? Ele não participa diretamente das negociações da Alca, mas integrou o grupo negociador do Nafta. Poza garante que os benefícios do acordo para os três países envolvidos naquele bloco (EUA, México e Canadá) foram maiores do que os previstos durante as negociações.Segundo o diretor, a questão mais urgente no momento é conseguir mudar a mentalidade sobre o livre comércio. "A integração do comércio tem que ser entendida de outra forma. Integração significa evolução. O maior inimigo da Alca é a ignorância. As pessoas precisam saber quais benefícios terão na vida cotidiana", afirmou.Ele disse que para cada US$ 1 bilhão exportado pelos Estados Unidos, 20 mil empregos são criados. "No Brasil, (a Alca) poderia gerar um número maior de empregos, já que a mão-de-obra é mais barata", argumentou. Para Poza, os sindicatos de trabalhadores são os maiores inimigos da Alca nos Estados Unidos.

Agencia Estado,

08 de maio de 2003 | 15h56

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