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Nos planos, até a exportação para o Brasil

Pequenas cervejarias americanas buscam mercado no exterior e acreditam que o País pode ser um caminho

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2013 | 02h12

As cervejarias artesanais enfrentam, nos Estados Unidos, os desafios da distribuição de seus produtos e do respeito às legislações sobre a venda de bebidas alcoólicas que variam conforme Estado e, muitas vezes, município. Esse mercado complicado, embora crescente, tende a ser em parte superado por um novo desafio para as pequenas cervejarias - a exportação. Em especial, para o Brasil.

No início do mês, a Associação de Cervejeiros levou cinco produtores artesanais americanos para participar de seminários e de uma competição sul-americana no Brasil. Entre as engajadas nesse périplo brasileiro estavam a Rogue Ales, do Oregon, e a Sounders, do Estado de Washington. A entidade também tem planos para aumentar as vendas de cervejas artesanais para Austrália, Canadá, China, Suécia e Japão e dispõe de pequena verba de US$ 500 mil ao ano, vinda do Departamento da Agricultura, para explorar potenciais mercados externos.

"Sou muito otimista sobre o crescimento das nossas exportações para o Brasil. O País tem elevada tradição de consumo e consumidores muito bem informados sobre as cervejas", afirmou Bob Pease, diretor de Assuntos Governamentais da Associação dos Cervejeiros. "O Brasil é a sétima economia e terá nos próximos anos a Copa do Mundo e a Olimpíada. Isso tudo é atraente para a nossa cervejaria artesanal. Alguns produtores vão aproveitar. Outros, não", completou.

Dentro dos EUA, a maior parte das vendas das pequenas e microcervejarias não tende a extrapolar regiões geográficas pequenas. A distribuição é considerada a etapa mais complicada para produtores artesanais com mais ambições. Distribuidores como a Premium, uma das cinco da região de Washington, carregam seus caminhões com grandes marcas industriais e as de pequenas cervejarias artesanais. Mas nem todas seguem essa fórmula. Os contratos de exclusividade entre as cervejarias e os bares e restaurantes são proibidos nos EUA, o que em tese favorece a oferta diversificada de produtos e a inclusão da bebida artesanal nos cardápios.

As regras locais de venda, entretanto, muitas vezes causam dor de cabeça ao produtor e inibem sua exposição a um mercado ampliado. Em alguns Estados americanos, como Oklahoma, a venda de bebidas alcoólicas é proibida aos domingos. Na capital americana, bares e restaurantes não podem, por lei, vender mais do que quatro cervejas a cada cliente - regra desconsiderada, em geral, assim como a proibição da venda de cerveja em pints, os copos de 473 ml.

Dave Coleman, sócio da cervejaria 3 Stars, diz não vender seus produtos para os Estados vizinhos de Maryland e Virgínia, onde chegariam encarecidos pelos impostos locais. Seu mercado se resume a Washington, um retângulo com 177 mil km² com 632 mil habitantes. "Se eu tiver de vender nesses Estados, terei de trabalhar com distribuidores. Prefiro entregar diretamente ao cliente", afirmou. / D.C.M.

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